Redes de livrarias vivem período de expansão
Agência Estado - 10/07/09
De um lado, a Livraria Cultura abre filial na Daslu e marca presença na Casa Cor; a Livraria da Vila continua a loja oficial da Flip; a Saraiva tem Starbucks dentro de suas megastores, e a Laselva só oferece os Mais Vendidos e Autoajuda nos aeroportos.
De outro, centenas de municípios brasileiros não têm livrarias; dezenas de livrarias independentes não têm poder de fogo para negociar com as editoras e oferecer preços competitivos, e livrarias especializadas como a Mille Foglie e a Livraria do Crime sucumbem diante dessa tendência de lojas gigantescas que lucram muito mais com lápis, caneca, pôsteres do High School Musical e cafés expresso do que com livros.
É por isso que lugares como a Livraria Sobrado, em Moema, ou a Realejo Livros, em Santos, merecem a sua visita e o seu prestígio.
Faça a sua parte.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Tempos difíceis
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sábado, 20 de junho de 2009
Por onde ando
Quem ainda não perdeu a mania de acessar este blog (obrigada pela insistência, people!) notou que há tempos ele não recebe atualizações. Não é que eu tenha deixado de escrever; o que aconteceu é que minha produção tem se destinado a outras paragens.
Por exemplo, tenho feito resenhas e artigos para o Homem Nerd, site que vocês já conhecem ou pelo menos ouviram falar.
Acompanhei o Festival Literário da Mantiqueira, que foi realizado no fim de maio, e escrevi minhas impressões no blog do HN. Talvez eu tenha a oportunidade de fazer o mesmo na Flip em julho, vamos ver, tomara que sim.
Reuni em um blog separado todos os textos que publiquei na internet até agora. A intenção é torná-lo uma ferramenta para divulgar meu trabalho.
Rendi-me também ao Twitter, mas vocês não precisam me seguir (embora isso seja um prazer!). Quem quiser pode acompanhar aqui o que posto lá: tem um quadro à direita em que aparecem todas as minhas twittadas.
Por enquanto, é isso.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Em prol das livrarias independentes (2)
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Bate-papo com Adélia Prado
É amanhã, às 19h30, a próxima edição do projeto Sempre um Papo, no SESC Vila Mariana.
Desta vez, a convidada é Adélia Prado. Homenageada pela FLIP em 2006, escreveu poemas e diversos textos em prosa, alguns dos quais foram adaptados ao teatro, como Dona Doida, com Fernanda Montenegro.
Quem a viu na FLIP adorou. É nova oportunidade para conferirmos o talento da escritora mineira.
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quarta-feira, 2 de julho de 2008
Roberto Schwarz, na FLIP, agora!
Clique aqui para assisti-lo ao vivo.
Sensacional.
Vivas à tecnologia!
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Para quem não gosta de ler (2)
Continuando o post abaixo (reparem como sou incapaz de falar de um assunto sem abrir parênteses, colchetes, chaves, posts e tudo o mais que o surrealismo me permitir, para criar conversas paralelas e associações que só fazem sentido na minha cabecinha atrapalhada - olha o tamanho do texto desses parênteses!, tsc, tsc, tsc, sou um caso perdido mesmo...), penso que todo mundo é um leitor em potencial. Basta descobrir o que se quer ler.
Por exemplo, suponhamos um estudante de Direito, nos primórdios da faculdade. Recomendar-lhe-ia que lesse alguns thrillers jurídicos, como os escritos por John Grisham e Scott Turow, ou algo como A Ira dos Anjos, de Sidney Sheldon. E, eu sei, estou me repetindo porque já falei de ambos antes. Mas o que esse estudante quer é vislumbrar os contornos que a vida profissional dele pode adquirir, ainda que fictícios.
Tomemos, então, uma adolescente de 15 anos. Imagino que o maior problemas delas ainda sejam as notas baixas, os meninos e a mãe. Que coisa melhor, então, do que ler O Diário da Princesa, a série inteira, e ficar imaginando que, na verdade, você não é filha dos seus pais e que, a qualquer momento, um mordomo de luvas brancas virá te resgatar dessa vida insuportável (sim, porque, na adolescência, tudo é hiperbólico) e revelar que você é a herdeira de uma pequena fortuna? E se estivermos falando de um garoto de 13 anos, vocês acham que ele não preferiria ser o Artemis Fowl, de Eoin Colfer, ou o Alex Rider, de Anthony Horowitz, dois mini-James Bonds do terceiro milênio? Eu sei que eu gostaria. Ou Capitães da Areia; sempre achei a marginalidade bastante atraente.
O aprendiz de leitor poderia ser, talvez, um rapaz de quase 30 anos, de origem humilde e sem muita instrução, mas que realmente se esforça para estudar e tentar uma carreira. Nesse caso, talvez eu recomendasse histórias da literatura brasileira que mostrassem os sentimentos da forma mais crua possível, que retrate a dificuldade que ele experimenta todos os dias. Algo como São Bernardo, de Graciliano Ramos, ou O Matador, de Patrícia Melo. Histórias com linguagem simples e que fazem com que o leitor médio se identifique com o enredo. Para esse rapaz, Cabeça a prêmio, de Marçal Aquino, então, é essencial.
E para uma dona de casa, de meia-idade, o que eu recomendaria? Talvez Quando Éramos Adultos, de Anne Tyler, ou Um Eco Muito Distante, de Muriel Sparks, ou Laços de Sangue, de Michael Cunningham, livros sobre família, tema tão querido quanto polêmico.
Para mulheres em busca de inspiração, Mulheres de Olhos Grandes, de Angeles Mastretta, ou A Casa das Sete Irmãs, de Elle Eggels. Histórias para pensar, lembrar e fazer ecoar.
Para homens em busca de inspiração, Nem Só de Caviar Vive o Homem, de J.M. Simmel, ou Caim e Abel, de Jeffrey Archer, pedras fundamentais da minha família.
Para adúlteros, Inimigos – Uma História de Amor, de Isaac Bashevis Singer, ou O Livro dos Ciúmes, de Carlos Trigueiro.
Para quem tem doença grave na família, e quer entendê-la, O Lugar Escuro, de Heloísa Seixas, Depois Daquela Viagem, de Valéria Piassa Polizzi, ou os contos, inéditos no Brasil, de Pretending the Bed is a Raft, de Nanci Kincaid.
Para quem tem doença grave na família, e quer afugentá-la, a fantasia da Trilogia do Universo, de Philip Pullman, ou Deuses Americanos, de Neil Gaiman, convidado da Flip.
Há, lógico, as dicas unânimes como, por exemplo, começar lendo contos ou crônicas, porque são mais fáceis, com as quais não concordo. Contos de Machado de Assis, como "Noite de Almirante", são repletos de significados que têm de ser entendidos. Crônicas? É um bom começo, sim, mas não queira debutar nos escritos de Nelson Rodrigues, o maior cronista do urbanismo carioca do século passado. Nelson não tem nada a ver com a fama que lhe impõe e deve ser levado muitíssimo a sério.
Dicas certeiras, como flores na véspera de Santo Antônio, são nomes como Isabel Allende, Agatha Christie, Conan Doyle e Luís Fernando Veríssimo, por exemplo, excelentes contadores de histórias. Mario Prata, cronista hilário do Estadão, também vale. Ruy Castro, com seus livros agradabilíssimos de ler, tanto pelo tema quanto pela habilidade narrativa, também é sério candidato.
A verdade é que não acredito em quem diz que não gosta de ler. Acredito que essa pessoa ainda não encontrou o livro que diz o que ela quer sentir.
Mas ele existe. Basta procurar.
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (10)
Quem abre a festa, na quarta-feira, é Roberto Schwarz, um dos maiores críticos literários do País. Nada mais justo, já que o evento homenageia Machado de Assis e Schwarz é especialista no assunto, autor de, entre outros, Ao vencedor, as batatas e Um mestre na periferia do capitalismo.
Schwarz é responsável por criar e difundir conceitos importantes como o das "idéias fora do lugar", bastante repetido em dissertações e teses Brasil afora. Não conseguiria explicar aqui exatamente o que é, mas, em resumo, Schwarz analisa que, antes de Machado de Assis, gente como José de Alencar e outros escritores românticos se apropriavam das idéias européias e aplicavam-nas ao Brasil. Isso, segundo o crítico, não casava com a realidade tupiniquim e impedia que essas idéias encontrassem morada na literatura brasileira. Só Machado de Assis, com toda a sua genialidade, é que foi capaz de colocar essas idéias no lugar. É mais ou menos isso. Vale a pena ler o ensaio completo e complexo em Ao vencedor.
No dia seguinte, de manhã, a francesa Elisabeth Roudinesco vai falar sobre literatura e psicanálise, combinação de assuntos que muito me interessa, justamente os que pretendo abordar no meu projeto de leitura de 2010. À tarde, ele, o mestre dos galanteios, the one and only, Xico Sá, em conversa de botequim. Em seguida, pausa para conversar sobre literatura feminina, ou para mulheres, ou feita por mulheres como Zöe Heller ou Inês Pedrosa.
No sábado, Alessandro Baricco e Contardo Calligaris, dois italianos questionando origem e tradições. Baricco é autor de um dos livros mais sensíveis que há, Seda. Se ainda não leu, corra. Corra porque já virou filme e logo logo todo mundo vai comentar. No domingo, Pierre Bayard e Marcelo Coelho falam sobre crítica literária, os livros que leram e que não leram.
Há muito mais, lógico, mas foram essas que me chamaram a atenção. Ainda não sei se conseguirei ir, mas já fiz a minha lista.
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domingo, 25 de maio de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (9)
Neil Gaiman, Ines Pedrosa, Tom Stoppard, David Sedaris... A lista não pára de crescer.
Pena que sou gente grande e não tenho mais férias em julho.
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Encontro com Marcelino Freire
A simpática Livraria Sobrado organiza, na próxima terça, dia 6, a partir das 19h, um encontro com o escritor pernambucano Marcelino Freire.
Marcelino é figura carimbada da vida social literária brasileira. Faz questão de prestigiar os mais diferentes eventos, desde Bienal de SP e RJ, até FLIP e encontros independentes como este, além de ser um dos idealizadores da Balada Literária.
Vale a pena. Marcelino é engraçado, ãs vezes controverso, mas sempre um bom papo.
Livraria Sobrado
Av Moema 493
tel 5052-3540
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (8)
Mais um nome na lista de convidados: 0 historiador, escritor e professor britânico Tony Judt confirmou presença. Ele é o autor de Pós-guerra - uma história da Europa desde 1945 e Passado imperfeito - um olhar crítico sobre a intelectualidade francesa.
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (7)
Saiu hoje na Folha a lista de autores estrangeiros que já confirmaram presença na próxima FLIP:
- Alessandro Baricco, escritor italiano, autor de Seda
- Cees Nooteboom, escritor holandês, autor de Paraíso Perdido, com lançamento previsto para maio
- Elisabeth Roudinesco, historiadora e psicanalista francesa
- Lucrecia Martel, cineasta argentina, diretora de A Menina Santa
- Martín Kohan, escritor argentino, autor de Ciências Morais, com lançamento previsto para julho
- Nathan Englander, escritor norte-americano, autor de Para Alívio dos Impulsos Insuportáveis
- Pierre Bayard, professor francês de literatura, autor de Como Falar dos Livros que Não Lemos
- Zöe Heller, escritora inglesa, autora de Notas Sobre um Escândalo, adaptado para o cinema em 2006, com Judi Dench e Cate Blanchett
Só relembrando: a festa acontece de 2 a 6 de julho e, segundo o diretor de programação, seguirá o mesmo formato dos anos anteriores, com abertura na quarta à noite e programação intensa nos quatro dias seguintes.
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Novidades sobre a VI FLIP (6)
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sexta-feira, 14 de março de 2008
Abaixo a censura
Galeno Amorim é um jornalista especializado em mercado editorial e livreiro, que mantém um blog bastante sério sobre o assunto. Hoje, ele deu a seguinte notícia:
Editores preparam ação contra proibição de livros
O Sindicato Nacional dos Editores de Livros já tem pronto um estudo sobre a proibição de biografias no Brasil. O assunto, amplamente noticiado no ano passado em função da proibição do livro sobre o cantor e compositor Roberto Carlos, tem ocupado a pauta das últimas reuniões de diretoria do Snel. Paulo Rocco, que deixa a presidência da entidade em junho, não quer passar o bastão sem antes deixar pelo menos bem encaminhada a questão.
Nas próximas semanas, a busca de uma solução contra a proibição de biografias vai ser tema de debate aqui no blog. Probir ou tirar de circulação livros que tratam sobre a trajetória de personalidades públicas parece, afinal, ter virado moda.
O tema das biografias censuradas já foi discutido amplamente, inclusive em mesa na V FLIP. Palmas para a iniciativa do SNEL; essa história de censura tem de acabar.
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quarta-feira, 12 de março de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (5)
De acordo com Ancelmo Gois, a Editora Record vai trazer para a VI FLIP, a escritora inglesa Zoe Heller, de Anotações de um escândalo, que fala da relação sensual entre uma professora e um aluno. A trama, que virou filme, disputou o Oscar em 2007.
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (4)
De acordo com o jornal O Globo, mais três autores estrangeiros já estão arrumando as malas.
A organização da VI FLIP ainda não confirmou, mas o professor e escritor francês Pierre Bayard, o humorista e radialista americano David Sedaris, e o escritor italiano Alessandro Baricco, autor do sensível e delicado Seda, foram convidados e teriam fechado sua participação. Outros possível nome seria o do cineasta americano David Lynch, o gênio por trás da minissérie Twin Peaks.
Para ler mais sobre a FLIP, clique aqui.
Para o site oficial da festa, clique aqui.
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (3)
Novos nomes confirmados para a VI FLIP, de acordo com o Jornal do Brasil.
Primeiro, foi o argentino Tomás Eloy Martínez. Agora, Luiz Cardoso, do Timor Leste, e o português Francisco José Viegas. Além deles, o angolano Pepetela, que aproveitará para lançar novo livro.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Novidades sobre a VI FLIP (2)
O primeiro nome confirmado para a próxima edição da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty - é Tomás Eloy Martínez.
O autor argentino teve seu livro A mão do amo lançado recentemente pela editora Objetiva. Na mesma editora, Martínez participou da coleção Plenos Pecados, escrevendo um livro sobre a soberba chamado O vôo da rainha. A coleção traz sete livros sobre os pecados capitais; os mais conhecidos são A casa dos budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, sobre a luxúria, e O clube dos anjos, de Luís Fernando Veríssimo, sobre a gula.
Martínez ainda escreveu Santa Evita e O romance de Perón, em que reúne fatos históricos sobre um dos casais mais famosos da Argentina.
Aos poucos, as novidades sobre a FLIP começam a aparecer!
Quer saber o que achei da festa do ano passado? Clique aqui.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Bate-papo com Ruy Castro
O Sempre Um Papo é um projeto muito bacana, que nasceu em Belo Horizonte há 21 anos. De lá para cá, quase 2.500 mil autores, brasileiros e estrangeiros, defenderam suas idéias para um público estimado em 900 mil pessoas. O objetivo é proporcionar um espaço para a discussão de idéias, de todos os gêneros, grupos sociais e artísticos, do erudito ao contemporâneo.
A estréia da edição 2008, em São Paulo, será no dia 20 de fevereiro, às 19h30, no Sesc Vila Mariana. O bate-papo é com Ruy Castro e Heloísa Seixas. Ele, autor de diversas biografias e do romance histórico Era no tempo do rei; ela, organizadora dos quatro volumes de As obras-primas que poucos leram e do autobiográfico O lugar escuro, em que narra a luta da mãe contra o Alzheimer.
A entrada é gratuita. Vale a pena, para quem puder ir. Tive a oportunidade de assistir a uma mesa de debates com o Ruy Castro, na V FLIP, e posso dizer que é ótimo ouvi-lo falar. Quanto a Heloísa Seixas, li o primeiro capítulo de O lugar escuro, e posso dizer que é perturbador, emocionante e faz pensar.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Novidades sobre a VI FLIP
Já tem data marcada a próxima edição da Festa Literária Internacional de Paraty: de 2 a 6 de julho de 2008, a cidade carioca será invadida pelos bárbaros da literatura. Esse ano, o homenageado, claro!, é Machado de Assis, no centenário de sua morte.
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quarta-feira, 18 de julho de 2007
E a FLIP foi muito legal!
Sei que o update está um pouco atrasado, mas lá vai:
Assisti a seis mesas de debates, mas vou falar só de três:
Jim Dodge, americano, e Will Self, inglês, incríveis, inspirados, à vontade, mediados pelo bacana Arthur Dapieve. Demos muita risada, Will Self soturno, Jim Dodge countryman. Eles leram, respectivamente, trechos de How the Dead Live (Como vivem os mortos) e Fup. Jim Dodge ainda leu um poema, do qual faço questão de reproduzir um trecho:
And I believe we are born to both fate and chance,
That we're meant to chase ourselves
Through he labyrinth of desire,
Get lost, slaughtered, and discover
Extravagant pleasures lusciously prolongued.
Bárbaro, não?
Depois, Ruy Castro, Fernando Morais e Paulo César de Araújo.
Para quem não ligou os nomes às pessoas, todos são biógrafos e todos já passaram por querelas envolvendo direitos autorais. Ruy Castro, autor de Estrela solitária, sobre Garrincha, teve que brigar com as filhas do jogador de futebol; Fernando Morais, autor de Na toca dos leões, sobre a agência de propaganda W/Brasil, enfrentou a fúria de Ronaldo Caiado; e Paulo César, a bola da vez, é o autor de Roberto Carlos em detalhes, sobre o cantor.
Confesso que, antes do debate, considerava Paulo César um caronista da fama alheia.
Mas mudei de idéia depois de ouví-lo.
Não há como não partilhar da dor e da perplexidade que o acompanham desde o dia 27 de abril p.p., quando a venda de seu livro foi proibida e todos os exemplares foram recolhidos em um galpão em Santo André (de propriedade do Rei), onde repousam, aguardando que o tempo os transforme em pó.
Paulo César trabalhou durante 15 longos anos em uma obra vítima de uma censurada togada, muito mais nociva que a censura fardada dos anos ditatoriais.
Vergonhoso, não?
E a cereja do bolo, motivo de minhas idas e vindas pela Rio-Santos: Dennis Lehane e Guillermo Arriaga, representantes da nova geração da literatura policial e responsáveis pelas excelentes histórias de recentes sucessos cinematográficos: Sobre meninos e lobos e Babel, respectivamente. Mais sobre esse debate, vocês poderão ler em breve na Livraria do Crime.
Basta dizer que, quando eles entraram no palco, acompanhados pelo mediador - ninguém menos que o querido Marçal Aquino -, eu chorei.
Emocionante, não?
Recomendo a todos. FLIP é tudo de bom.
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