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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sites interessantes (4)

A dica de hoje é o hotsite 50 anos de Bossa Nova, preparado pelo Instituto Itaú Cultural para comemorar a efeméride do ritmo com biografias dos principais artistas da bossa, programas de rádio apresentados por Fernanda Takai, do Pato Fu, fotos de artistas e lugares, textos e vídeos com registros da época e entrevistas.

Tem uma foto da Maysa em que ela está deslumbrante!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fabiana Cozza amanhã

Amanhã tem Fabiana Cozza na Livraria Cultura: sessão de autógrafos e show do CD 'Quando o céu clarear'.
Com participação especial de Dona Ivone Lara, do Quinteto em Branco e Preto, do trompetista Julio Padrón e do pianista Yaniel Matos, o CD traz em seu repertório sambas de compositores consagrados para ouvir e dançar.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Das músicas que eu gostaria de ter escrito

1. Cotidiano (Chico Buarque)

Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...

2. O quereres (Caetano Veloso)

Mas a vida é real e é de viés,
E vê só que cilada o amor me armou:
Eu te quero e não queres como sou;
Não te quero e não queres como és...

3. Do it (Lenine/Ivan Santos)

Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre

sábado, 28 de junho de 2008

Sites interessantes (2)

No começo do ano, recebi um convite que me deixou muito orgulhosa. O competentíssimo pessoal do Homem Nerd pediu que eu fizesse parte da equipe, contribuindo com resenhas de literatura e cinema (a lista completa do que já escrevi está à direita, na coluna cinza, sob o título super criativo "Resenhas que fiz").

A proposta do site, dedicado ao entretenimento, é muito boa. Todos os dias a página inicial traz notícia ligadas a cinema, TV, literatura, música. Periodicamente a equipe prepara um especial que aborda um tema específico e conta com artigos escritos pelos responsáveis por cada área, assim o leitor tem a visão de várias pessoas, sob várias perspectivas, mas dentro de um mesmo assunto. Em fevereiro houve o Especial Oscar 2007 e, em maio, o Especial Mulheres.

Do que mais fico admirada é que o Homem Nerd, um site independente que não conta com apoio financeiro de ninguém, consegue trazer semanalmente a cobertura completa de todas as estréias de cinema, com resenhas e traileres de todos os filmes que entrarão em cartaz, rivalizando com sites como Cineweb, Omelete e Cineclick, só para citar alguns. Outros sites, como Uol, Terra e IG, por exemplo, contam com as costas-quentes de empresas que podem pagar jornalistas profissionais para fazer o mesmo serviço, nem sempre com a mesma competência.

terça-feira, 24 de junho de 2008

A diva definitiva

Que Maria Callas é considerada uma das melhores, se não a melhor, sopranos de todos os tempos, eu já sabia. Tenho ouvido as gravações da diva greco-americana há algum tempo e sempre fico impressionada com a potência de sua voz. Mas nada tinha me preparado para o impacto de vê-la no palco.

Outro dia, caminhava para o trabalho e algo (não me perguntem o quê, minha memória é péssima e tenho a capacidade de fazer as mais esdrúxulas associações) me fez lembrar de Habanera, uma das árias da ópera Carmen, de Georges Bizet. Embora já tenha tido a sorte de ir à algumas montagens, ainda falta assistir Carmen, item que está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer.

Assim que cheguei na agência, pesquisei na Internet alguma gravação de Habanera para matar a vontade de ouvir a música bem cantada, em vez de me contentar com meus hmm-hmm-hmm ta-ra-ta-ta desafinados. O que descobri foi emocionante e fez-me nostálgica por uma época que não vivi.

A cantora teve uma vida muito difícil. Desde a mãe que, na época da Segunda Guerra, quis que ela se prostituísse para obter favores de soldados alemães e italianos durante a ocupação do Eixo até o envolvimento amoroso e destrutivo com Aristóteles Onassis, que a deixou para se casar com Jacqueline Kennedy, Maria Callas teve inúmeros reveses emocionais.

Maria Callas morreu aos 53 anos, em setembro de 1977, pouco antes de eu completar 2 anos. Nunca a tinha visto cantar; já a tinha ouvido, mas nunca assistira a uma de suas performances. A presença de palco dessa mulher é perturbadora. Reparem como ela parece estar em um mundo à parte, divertindo-se sozinha:





Deslumbrante, não?

terça-feira, 6 de maio de 2008

Que é cult?

Parece que esses ingleses são tão loucos por listas quanto eu!

Primeiro, foi a lista da biblioteca perfeita.

Agora, o Daily Telgraph, de Londres, compilou a lista dos 50 livros mais cult de todos os tempos. Vale tudo, desde ficção científica até puericultura, de memórias de guerra a pseudofeminismo.

Segundo o jornal, livro cult é aquele que muda o seu pensamento, a sua atitude, o seu comportamento, a sua vida, enfim. A minha lista tem nomes que, para alguns, são velhos conhecidos - integram as dicas para a Laura -, como O menino no espelho e O encontro marcado, ambos de Fernando Sabino, mas também tem títulos recentes como A oficina do escritor, de Nelson de Oliveira, que me mostrou novas perspectivas sobre o ato de escrever e novas formas de pensar a literatura.

Como sou uma pessoa extremamente visual - costumo transformar em imagem qualquer coisa que leio, qualquer história que ouço, certas cenas ficam entalhadas na minha mente -, há também filmes que fazem parte do meu mundinho cult, como Possessão e De caso com o acaso, Antes do amanhecer e Antes do pôr-do-sol, Closer - que serviu de inspiração para outro post - e Um beijo a mais, só para citar alguns longas mais recentes.

Música também é cult. Os discos Brotherhood (New Order), Black Celebration (Depeche Mode), Invisible Touch (Genesis) e The Joshua Tree (U2) são clássicos pessoais. Séries de TV também, como a amalucada Twin Peaks ou a histriônica Ally McBeal.

Adoraria saber o que vocês consideram cult...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Bossa Nova

Em comemoração aos 50 anos da Bossa Nova, a Livraria da Vila organizou uma série de eventos. Olha só a programação (a palestra com Julio Medaglia parece um ótimo programa para o Dia das Mães):

9/5, SEXTA, das 19h30 às 21h
Com Ruy Castro
O escritor Ruy Castro dará início ao Especial Bossa Nova em um bate-papo descontraído sobre os tempos da Bossa Nova. Em seu livro, Ruy ouviu dezenas de seus participantes - compositores, cantores, instrumentistas - além dos amigos e inimigos deles. O resultado é uma narrativa que se lê como um romance, cheia de paixões e traições, amores e desamores, lances cômicos e trágicos - protagonizados por João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Newton Mendonça, Nara Leão, Carlinhos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Maysa, Johnny Alf, Sylvinha Telles, Elis Regina e pela legião de jovens que eles seduziram com seu charme e suas canções - para sempre.
Local: Lorena

10/5, SÁBADO, das 21h às 22h
Com Eugênia Melo e Castro
A cantora portuguesa lança seus CDs Paz, Eugênia Canta Vinícius de Moraes e Descontrução, mostrando como a Bossa Nova influencia sua obra. Em seus 28 anos de carreira, Eugênia realizou diversas parcerias vocais com artistas como Tom Jobim, Carlos Lyra e Chico Buarque.
Local: Lorena

11/5, DOMINGO, das 18h às 19h
Com Julio Medaglia e Lucia Richer
O maestro Julio Medaglia regerá o bate-papo com uma análise sobre as origens, influências e contexto da Bossa Nova. Ao final, a cantora Lucia Richer vai lançar seu CD Fotografia, que foi produzido por Roberto Menescal, em que traz releituras de grandes nomes da Música Brasileira, como Jobim, Chico Buarque e o próprio Menescal.
Local: Lorena

12/5, SEGUNDA, das 19h30 às 21h
Com Danilo Moraes e Teté
Bate-papo musical sobre a Bossa Nova e suas influências.
Local: Lorena

13/5, TERÇA, das 19h30 às 21h
Com Arthur Nestrovski
Nestrovski fará uma aula-show especial sobre Tom Jobim em que apresenta surpreendentes interpretações das letras das canções, além de ensaios que exploram a literatura, a tradição erudita e a música popular na obra do compositor carioca.
Local: Lorena

14/5, QUARTA, das 19h30 às 21h
Com Silvia Góes
A cantora e pianista deu início a sua carreira paralelamente ao “nascimento” da Bossa e contará sua experiência dos festivais e shows com Sylvia Telles e Claudette Soares.
Local: Lorena

15/5, QUINTA, das 20h às 21h
Com Bettina e Eddy Marcos
Bossa Project é um projeto da dupla musical Bettina e Eddy Marcos que transformou canções pop de várias épocas e estilos, conferindo a elas uma cara brasileira, alegre e sofisticada, que só a bossa nova consegue dar, acompanhados por músicos de altíssimo nível. Neste encontro a dupla fará um pocket show de lançamento do CD e fará um bate-papo sobre a idéia do álbum.
Local: Lorena

16/5, SEXTA, das 20h às 21h
Com Patty Ascher
Dona de voz aveludada e timbre precioso, Patty manteve a tradição e exibe seu talento em shows divulgando seu primeiro cd Bacharach Bossa Club. A Bossa Nova é uma das grandes referências musicais de Patty Ascher. Tanto que em seu primeiro cd Bacharach Bossa Club, no qual mostra regravações de clássicos de Burt Bacharach, fez questão de ter arranjos criados por Roberto Menescal, um ícone do movimento.
Local: Lorena

domingo, 20 de abril de 2008

Crescer é perigoso

Quando eu era criança, meu pai dizia que “se é um lugar que não existe” (é o título de um livro); meu namorado diz que “na vida, o se não joga”. Apesar de os dois serem as figuras masculinas mais importantes da minha vida, as que mais respeito e admiro, ouso discordar.

Perguntar “e se?” é irresistível. E se eu tivesse cursado Letras em vez de Direito? E se eu não tivesse mudado de carreira? E se eu tivesse ido àquela festa? E se eu tivesse ficado em casa? Imaginarmos uma realidade alternativa à nossa é viciante.

O tema do universo paralelo já foi abordado algumas vezes pelo cinema, como em Homem de Família (The Family Man, 2000), com Nicholas Cage e Téa Leoni, ou Click (2006), com Adam Sandler.

O meu preferido, porém, é De Caso com o Acaso (Sliding Doors, 1998), com Gwyneth Paltrow e John Hannah. No filme, a questão do “e se?” é apresentada de forma charmosa e elegante. Depois de ser mandada embora, Helen pega o metrô para voltar para casa. Na primeira situação, ela consegue entrar no primeiro trem que passa e, ao chegar em casa mais cedo, flagra o namorado com outra. Na segunda situação, ela perde o trem e continua sua vidinha ao lado do namorado cafajeste. Conforme o filme avança, acompanhamos a história das duas Helen e os desdobramentos que advieram do simples fato de ter entrado ou não no metrô.

Claro que, se passarmos o tempo todo avaliando quais são os possíveis desdobramentos de cada um de nossos atos e nossas decisões, é bem provável que enlouqueçamos antes do término da primeira semana. E, pior do que isso, estaríamos sufocando algo que é essencial: nosso instinto.

Falei aqui sobre como é difícil tomar certas decisões, mas acho que racionalizá-las ao extremo não é a solução. É mais fácil, penso eu, encararmos as conseqüências de uma decisão desastrada se ela tiver se baseado em nossa intuição em vez de em qualquer argumento racional. Ora, a racionalidade, por definição, não deveria nunca estar errada, ao passo que à nossa emoção sempre é permitido errar, arrepender-se, descabelar-se, conformar-se, esquecer, perdoar.

Outra palavrinha de definição fácil, mas significado complexo, é escolha. De braços dados com decisão, escolha assombra a mente dos incautos com possibilidade com que, nem sempre, conseguimos lidar.

E aqui chegamos (finalmente) ao gatilho desse post, o filme Um Beijo a Mais (The Last Kiss, 2006), com Zach Braff.

(Explicação rápida: gatilho é uma metáfora para qualquer coisa que dispare um processo ou provoque uma reação específica. Sabe, aquilo que acontece quando você ouve uma música e lembra de alguém ou quando você vê uma tartaruga e pensa em mim :). Será que eu precisava mesmo explicar o que gatilho significa? Talvez não, mas, sei lá, não consigo evitar ser meio professoral. Presunção, eu sei. Então. Ultimamente o gatilho para muitas das minhas reflexões tem sido o cinema. Como vocês podem perceber. Mas, divago. De volta ao texto.)

O longa é uma refilmagem do italiano L’Ultimo Bacio (2001) e manteve o enredo do filme europeu. A abordagem é diferente, lógico, mas também funciona. A história fala de um homem de 29 anos que tem uma crise quando percebe que terá de entrar de vez na vida adulta: sua namorada está grávida. Tem uma resenha minha sobre o filme aqui, se você quiser ler.

Bom, o fato é que Michael, o protagonista, fica apavorado quando percebe que sua vida parece estar inteiramente planejada, sem espaço para surpresas, antes mesmo de ele completar 30 anos. Em suas reflexões, Michael se lembra de que, quando era criança, ele imaginava como seria sua vida aos 30 e o cenário era exatamente o que ele está vivendo. Tudo o que ele imaginava, aconteceu. Ainda assim, ele não se sente seguro o suficiente para se comprometer e tornar-se adulto. Ele se ressente de ter de abandonar um mundo de possibilidades por ter de optar por uma única certeza.

E aí eu pergunto: dá para saber se é uma certeza mesmo? Dá para saber se você fez a escolha certa quando decidiu se casar com aquele namorado que não era bem o que você imaginava, mas que se tornou um bom pai? Dá para saber se você teria sido mais feliz se tivesse feito uma viagem pela Europa antes de entrar na faculdade e ser atropelado pela vida?

Resposta: não dá. O segredo – quer dizer, o meu segredo, o que funciona para mim, já que não sei se a receita desandaria em outra cozinha – é ser fiel a seus princípios e sempre, sempre, ouvir seu coração, não dar ao dinheiro mais importância do que ele merece e agir conforme sua intuição.

Parece trecho de livro de auto-ajuda. Parece filosofia barata. Parece algo que Paulo Coelho falaria. Não importa, tem dado certo há alguns anos e não penso em mudar.

Enquanto a gente pensa nisso, vale a pena ouvir a música-tema de Um Beijo a Mais, "Chocolate", da banda Snow Patrol.





Chocolate
(Snow Patrol)

This could be the very minute
I'm aware I'm alive
All these places feel like home

With a name I'd never chosen
I can make my first steps
As a child of 25

This is the straw, final straw in the
Roof of my mouth as I lie to you
Just because I'm sorry doesn't mean
I didn't enjoy it at the time

You're the only thing that I love
It scares me more every day
On my knees I think clearer

Goodness knows I saw it coming
Or at least I'll claim I did
But in truth I'm lost for words

What have I done it's too late for that
What have I become truth is nothing yet
A simple mistake starts the hardest time
I promise I'll do anything you ask...this time

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Mantra para tomada de decisões

Tomar decisões é muito difícil. Todos os dias, a cada minuto, vemo-nos em situações que demandam uma atitude.

Há decisões que parecem complicadas, mas, na verdade, são simples, como decidir o que servir em um jantar em que um é macrobiótico, outro não gosta de salada e mais alguém está fazendo a dieta de South Beach. Não importa o cardápio mas, sim, a reunião de pessoas queridas e a celebração da amizade.

Vezes há que não temos coragem de tomar uma decisão e a vida (o cosmo, o além, o inominável, as fadas, os gnomos, dê o nome que quiser) resolve o impasse. Como quando você tem um emprego que não gosta, trabalhando para pessoas que despreza, ganhando um salário ofensivo, mas não tem a coragem de pedir demissão ou o ânimo de procurar novo trabalho. De repente, você é demitido e é obrigado a se virar. O que parecia um transtorno acaba se tornando uma benção, e você está livre para seguir seu caminho e procurar um emprego que realmente seja estimulante.

A decisão mais difícil, porém, é a de voltar atrás. Se bem que não existe essa de “voltar atrás”, uma vez que só é possível seguir em frente. Ainda que retornemos à uma situação anterior, ela sempre será nova, dado que nós não seremos mais os mesmos. Por exemplo, namorados que brigam e reatam, filhos arrependidos que voltam para a casa dos pais, uma refeição no restaurante de sempre, uma nova visita àquela cidade européia que tanto te encantou há cinco anos. Ou voltar a trabalhar no mesmo lugar do qual você achou que tinha se libertado, sobre o qual você jurou, em silêncio, que nunca mais.

Recentemente, um amigo muito querido teve de tomar essa decisão. Não sei os motivos que o levaram a tal, mas posso imaginar. Entendo-os todos e o apoiarei em todas as decisões que ele tomar, torcendo para que sua alma e sua inteligência não sejam maculadas, mas permaneçam afiadas, porque me são indispensáveis.

Não me atrevo a dizer seu nome, mas, querido amigo, essa música é para você. Ande de cabeça erguida, cante pelas ruas, stand tall, walk proud, nem mais, nem menos. Não desista.



This in my time
(Sasha)

If you're feelin' kind of down
And nothing really seems to work out right
Your troubles might be awfull
But don't you let you're head hang down tonight

Just remember what it feels like
To be standin at the top
come on and shout it out

This is my time
This is my life
and I'll live it the way that I want it

This is my time
Made up my mind
and it feels like I'm gonna make it

Don't think about the past
Just let your future dreams inspire you
come and get your act together
just believe in what you can really do

Just remember what it feels like
To be standin at the top
come on and shout it out

This is my time
This is my life
and I'll live it the way that I want it
This is my time
Made up my mind
and it feels like I'm gonna make it

Never give it up

quinta-feira, 27 de março de 2008

Like the drip drip drip of the raindrops

Sou apaixonada por Cole Porter desde... nem sei, faz tanto tempo que nem me lembro mais. Junto com os irmãos Gershwin, ele é responsável pela consolidação do chamado Great American Songbook, algo como uma MPB norte-americana.

Muito se fala sobre Cole Porter: rico, esbanjador, homossexual, bissexual. Os adjetivos unânimes, porém, são sofisticado, talentoso, essencial. Sua vida virou duas cinebiografias, filmadas em 1946 e 2004. Responsável por dezenas de canções de sucesso, como Let's Do It (Let's Fall in Love), I've Got You Under My Skin e You Do Something to Me, ele foi consagrado, em 1932, com a divina Night and Day.

Night and Day já foi gravada por, por exemplo, Fred Astaire, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, U2 e Rod Stewart. É uma das minhas músicas preferidas e, um dia, ainda reunirei todas as versões em um só CD, para ouvi-las infinitamente.


Por enquanto, fiquemos com um clip de De-Lovely - Vidas e Amores de Cole Porter, de 2004, que traz Kevin Kline no papel principal. A seqüência mostra a montagem do musical The Gay Divorce, que Porter escreveu em 1932. Segundo consta, o ator do musical não conseguia acertar o tom da música. O próprio Porter teve de intervir e ensiná-lo a cantar:





Night and Day

Like the beat beat beat of the tom-tom
When the jungle shadows fall
Like the tick tick tock of the stately clock
As it stands against the wall
Like the drip drip drip of the raindrops
When the summer shower is through
So a voice within me keeps repeating you, you, you

Night and day, you are the one
Only you beneath the moon or under the sun
Whether near to me, or far
Its no matter darling where you are
I think of you
Day and night, night and day, why is it so
That this longing for you follows wherever I go
In the roaring traffics boom
In the silence of my lonely room
I think of you
Day and night, night and day
Under the hide of me
Theres an oh such a hungry yearning burning inside of me
And this torment wont be through
Until you let me spend my life making love to you
Day and night, night and day

* * *

Vocês devem estar se perguntando o porquê do post sobre Cole Porter. A inspiração veio do curso de Zuza Homem de Melo intitulado American Songbook - A Grande Canção Americana, que terá nova turma a partir de terça, dia 1/4. Se não me engano, antigamente, o curso era dado no teatro Cultura Artística. Agora está sob responsabilidade de Casa do Saber Jardins.

Para saber mais, clique aqui.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Deu no Le Monde (1)

Os 50 anos da bossa nova viraram matéria no jornal francês.

Sempre gostei de "Chega de saudade", mas a minha preferida é o "Samba do avião". Clichê como sou, não consigo deixar de murmurar a letra e cantar baixinho toda vez que chego ao Rio de Janeiro pelo Santos Dumont.

Nostalgia

Li aqui um artigo sobre os filmes adolescentes clássicos dos anos 80.

Lembro-me de todos eles. Comentei sobre um, aqui. Cresci assistindo-os na Sessão da Tarde ou em vídeo, sozinha ou com minhas amigas; assisti tantas vezes que cheguei a decorar várias passagens.

E as músicas? Até hoje, muito do meu gosto é influenciado pelo som dessa época. The Cure, Simple Minds, Echo & The Bunnymen são algumas das bandas que conheci naquela época e hoje, quase 20 anos depois, ainda moram no meu IPod.
O artigo não menciona, mas Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987) também é um clássico. A trilha sonora tem rock típico dos anos 80, mas tem também uma regravação de "People Are Strange", do Echo, que é a única forma de eu conseguir ouvir The Doors.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Som barato

Encontrei um blog sobre música bastante interessante. Chama-se som barato e ele disponibiliza vários álbuns em MP3 para download. Antes que me atirem paus e pedras, explico que a troca de músicas em formato digital não é crime; ilegal é ter lucro com isso e não pagar direitos autorais para o músico.

Dito isso, vai lá e divirta-se. Tem raridades que só vendo (ou melhor, ouvindo) para acreditar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Curso sobre crítica musical

O Espaço CULT oferece cursos e palestras sobre diversos temas ligadas à produção cultural.

O próximo acontecerá nos dias 15 e 16 de março e versará sobre a crítica musical.

Olha só a programação:

* * *

Dia 15 de março - sábado

10h - A análise de trabalhos atuais e a perspectiva histórica
A partir de uma seleção musical haverá um debate crítico com a supervisão do professor.
Ministrado por: Sergio Martins - crítico de música da revista Veja

CDs Escolhidos:
Amy Winehouse - Back to Black
Kanye West - Graduation
LCD Soundsystem - Sound of Silver
Feist - The Reminder
Radiohead - In Rainbows
Herbie Hancock - River: The Joni Letters
Rolling Stones - Beggar's Banquet
Bob Dylan - Nashville Skyline
Jimi Hendrix - Electric Ladyland
The Band - Music from the Big Pink
Jeff Beck Group - Truth
James Brown - Live at the Apollo 2
Paulinho da Viola - Paulinho da Viola
Gilberto Gil - Gilberto Gil (1968)

11h30 - Evolução da crítica musical e seus critérios
A partir dos anos 80 é estabelecida uma cobertura sistemática de música nos jornais diários. O professor fala sobre os critérios e a evolução da crítica.
Ministrado por: Jotabê Medeiros - crítico de música no jornal O Estado de S. Paulo

13h - Almoço

14h - A pauta jornalística
A adaptação da revista Rolling Stone para o Brasil e as diferenças editoriais entre a publicação nacional e as internacionais.
Ministrado por: Ademir Correa e Pablo Miyazawa - editores da revista Rolling Stone no Brasil. Pablo Miyazawa também assina diariamente o blog Gamer.br, voltado para o mercado brasileiro de games. Trabalhou durante oito anos na editora Conrad. Ademir Correa trabalhou como diretor de redação da revista Simples, chefe de reportagem da Revista do GNT e editor da Revista MTV. É autor dos livros, Resoluções (Editora Finaflor) e Caderneta Escolar (Editora Imperador Amarelo)

15h30 - Música independente e tecnologia digital
A Trama foi pioneira no entendimento da tecnologia digital. Entre suas propostas estão o fortalecimento, o estímulo da música independente e a utilização da tecnologia digital como facilitadora da prospecção artística, da criação, produção, interação, promoção e distribuição de música.
Ministrado por: João Marcello Bôscoli - músico, produtor e presidente da gravadora Trama.

Dia 16 de março - domingo

10h - Assessoria de imprensa de música
Como escrever um release, organizar o mailing eficiente e uma coletiva de imprensa.
Ministrado por: Mariana "Piky" Levy Candeias - atua como assessora de imprensa na área de música desde 1993. Trabalhou na MTV e na gravadora Warner. Foi gerente do depto. de imprensa da gravadora Abril Music e da Trama.

11h30 - Técnicas e estilo
Como escrever uma crítica musical
Ministrado por: Pedro Alexandre Sanches - jornalista formado pela USP. Trabalhou de 1994 a 2004 na Folha de S.Paulo, como redator, repórter e crítico. É desde 2005 subeditor de cultura da revista CartaCapital. É autor dos livros Tropicalismo - Decadência Bonita do Samba (Boitempo, 2000) e Como Dois e Dois São Cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) (Boitempo, 2004).

13h - Almoço

14h - A música erudita
Uma introdução ao universo da música erudita
Ministrado por: Maestro Abel Rocha - bacharel em composição e regência pela UNESP, fez mestrado em Regência de Ópera junto à Opernschule da Robert-Schumann Musikhochschule. Desde 2004 é Diretor Artístico e Regente Titular da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, e dirige o Collegium Musicum de São Paulo desde 1983.

15h30 - Técnicas de entrevista
O jornalista Filipe Luna entrevistará, com a participação dos alunos, Sérgio Dias, um dos fundadores da Histórica banda brasileira Os Mutantes.
Ministrado por: Filipe Luna - editor da Revista CULT. Pós-graduado em Jornalismo Cultural pela PUC-SP, trabalhou por dois anos e meio na revista Trip. Também colabora com o site/revista/festival Coquetel Molotov e o site Radiola Urbana.

16h30 - Técnicas de entrevista
Com a participação dos alunos, um jornalista convidado entrevistará o músico Zeca Baleiro.

Investimento:
- Inteira: R$ 600,00
- Estudantes de graduação: R$ 400,00

Obs: o almoço está incluído nesse valor

* * *

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

OSUSP e Beethoven

A orquestra sinfônica da USP (Osusp) apresenta, no próximo dia 18 de março, o concerto Beethoven Eterno na Sala São Paulo. O programa inclui a 9ª Sinfonia – opus 125.

Tive oportunidade de ouvir a peça no encerramento da temporada da Osesp, no ano passado, e recomendo a todos, sem exceção. O concerto foi magnífico, prodigioso, fez-me deitar lágrimas.

Mais informações aqui.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Teste de memória musical

Eu não sei quanto a vocês, mas minha memória costuma me pregar muitas peças. Cada vez que me deparo com maneiras de exercitá-la, fico mais espantada.

Por outro lado, adoro trivias, adivinhas, quizzes, enigmas, de todos os tipos.

Imaginem vocês quão feliz fiquei quando descobri isso aqui.

É muito bacana, as músicas me fizeram lembrar de diversos períodos da minha vida. eu me diverti à beça tentando acertar tudo.

Logicamente, vários espaços ainda estão em branco. Vamos dizer que é um work in progress.

Divirtam-se!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Quadriphonix

Nunca sei de onde virá minha inspiração para escrever. Busco em revistas, jornais, rádio, música: minha mesa é repleta de recortes e o aparelho de som fala comigo o tempo todo.

Às vezes, ouvir vozes conhecidas, cantando músicas conhecidas, é o que basta:



quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Show do Megarex

Com o aval da trupe O Teatro Mágico, banda leva rock debochado para o CCSP logo depois das comemorações de aniversário da cidade


A banda Megarex, que conquistou público abrindo shows de O Teatro Mágico, é a atração do projeto Sonoridade Máxima, do Centro Cultural São Paulo, no próximo dia 26.01 (sábado), às 19h.

No palco, o Megarex mostra suas guitarras distorcidas combinadas com um violino, e capricha nas letras debochadas e divertidas, garantindo uma mistura de estilos nada convencional.

Formada por Flavio Marchesin (voz e baixo), Marco Camarano (guitarra e vocais), Paulinho Barizon (bateria) e Luiz Galdino (violino), o Megarex vem trilhando um caminho consistente no cenário da música independente. Em 2007, abriu diversos shows da banda O Teatro Mágico em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. “Nosso som é bem diferente, mas temos a mesma ideologia: colocamos a mão na massa pra fazer acontecer e nossas músicas podem ser baixadas gratuitamente pela Internet, bem democrático”, justifica o guitarrista Marco Camarano.

No repertório, composições divertidas e arranjos inusitados como em “Misturada”, semifinalista do Prêmio Visa – Edição Compositores 2003 e destaque do Festival da TV Cultura. Destaque ainda para “El Fuca Vermejo no mi Atropellará Jamas”, em portunhol, cujo videoclipe no YouTube ultrapassou 10 mil visitas em poucos meses.“As letras das músicas são como crônicas que retratam, com humor bem afiado, situações do cotidiano”, conta Flavio Marchesin, um dos fundadores da banda.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Eventos da semana

Recapitulando:

- amanhã tem bate-papo com o incrível Nelson de Oliveira, na Livraria da Vila Fradique (já falei sobre isso aqui). Tive o privilégio de ser aluna do Nelson e garanto-lhes que nunca mais li João Cabral de Melo Neto do mesmo jeito;

- quarta-feira tem o lançamento do livro de estréia de Pedro Drummond, Lemniscata - o enigma do Rio, na Livraria da Vila Lorena (o convite está aqui). É um thriller de primeira, recomendo;

- quinta-feira tem o encerramento da temporada da Osesp, na Sala São Paulo. O programa é a Nona Sinfonia de Beethoven, e por isso mesmo os ingressos estão esgotados há mais de dois meses. Se você não garantiu o seu, tudo bem: no domingo a orquestra fará um repeteco à beira-mar, na Praia do Gonzaga. Leia mais aqui.

Bonne soirée!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Podcast Osesp

Já comentei aqui o quanto eu gosto de ir a Sala São Paulo para ouvir a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Acho que é um oásis de elegância e bom gosto em meio a essa barafunda em que vivemos.

Para quem nunca teve a oportunidade de ir a um concerto, a solução estava nos cds gravados regularmente pela orquestra. Agora, há mais uma: o Podcast Osesp. Por enquanto, só tem o Hino Nacional e trechos de peças de Camargo Guarnieri, mas já dá para sentir o gostinho e muito orgulho.

Aliás, devo dizer que o programa de assinaturas da Osesp é muito mais barato do que muita gente imagina. Para 2008, uma série contendo 9 concertos pode ser adquirida, no lugar mais barato, por 208 reais! Dá pouco mais de 23 reais por concerto. Mais barato que teatro e só um pouco mais caro que cinema. Caso a pessoa opte por um lugar na platéia central (o melhor, na minha opinião), pagará menos de 50 reais por concerto. O período de aquisição de novas assinaturas vai até 17 de dezembro e os valores podem ser parcelados em até 6 vezes. Ah, e o valor cai pela metade para estudantes, aposentados e para quem tem mais de 60 anos.

Enjoy!