Páginas

sábado, 23 de junho de 2007

A escrita de mim 02

TODOS OS NOMES, O NOME

Falar sobre meu nome é falar sobre mim. Mas será que sei quem eu sou?

“No princípio, era o verbo”, assim diz a Bíblia. Se o verbo é o nome, então esse é o meu começo.

Nasci a bendita, a beata, a que traz felicidade. Cresci e passei a carregar o nome dos meus avôs e levar os feitos dos meus pais. Não foi senão na adolescência que me dei conta do que existia no meu nome: minha herança, a responsabilidade de honrar e fazer jus àqueles que vieram antes de mim.

No meu nome está a doçura de uma avó e a perseverança de outra; a rigidez de um avô e a sabedoria de outro; a justiça de meu pai e a generosidade de minha mãe.

Por outro lado, tenho o conformismo de uma e o autoritarismo de outra; a teimosia de um e a saúde fraca de outro; a introspecção de minha mãe e a intemperança de meu pai.

Meu nome é mais do que letras, é mais do que podem imaginar as tintas da minha idade; é meu orgulho, minha conquista – sou eu.

2 comentários:

Segredos da Esfinge disse...

Bibi,
Toda vez que penso em abandonar meus sonhor lembro do meu "Nome" da família que venho e logo me fortaleço.
Você fez uma falta danada, ainda bem que voltou.
beijos

Bibi Smith disse...

Esfinge,
Esoterismo à parte, acho que nosso nome tem mesmo muita força.
Obrigada pelo carinho!
Beijos