Que Maria Callas é considerada uma das melhores, se não a melhor, sopranos de todos os tempos, eu já sabia. Tenho ouvido as gravações da diva greco-americana há algum tempo e sempre fico impressionada com a potência de sua voz. Mas nada tinha me preparado para o impacto de vê-la no palco.
Outro dia, caminhava para o trabalho e algo (não me perguntem o quê, minha memória é péssima e tenho a capacidade de fazer as mais esdrúxulas associações) me fez lembrar de Habanera, uma das árias da ópera Carmen, de Georges Bizet. Embora já tenha tido a sorte de ir à algumas montagens, ainda falta assistir Carmen, item que está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer.
Assim que cheguei na agência, pesquisei na Internet alguma gravação de Habanera para matar a vontade de ouvir a música bem cantada, em vez de me contentar com meus hmm-hmm-hmm ta-ra-ta-ta desafinados. O que descobri foi emocionante e fez-me nostálgica por uma época que não vivi.
A cantora teve uma vida muito difícil. Desde a mãe que, na época da Segunda Guerra, quis que ela se prostituísse para obter favores de soldados alemães e italianos durante a ocupação do Eixo até o envolvimento amoroso e destrutivo com Aristóteles Onassis, que a deixou para se casar com Jacqueline Kennedy, Maria Callas teve inúmeros reveses emocionais.
Maria Callas morreu aos 53 anos, em setembro de 1977, pouco antes de eu completar 2 anos. Nunca a tinha visto cantar; já a tinha ouvido, mas nunca assistira a uma de suas performances. A presença de palco dessa mulher é perturbadora. Reparem como ela parece estar em um mundo à parte, divertindo-se sozinha:
Deslumbrante, não?
terça-feira, 24 de junho de 2008
A diva definitiva
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
OSUSP e Beethoven
A orquestra sinfônica da USP (Osusp) apresenta, no próximo dia 18 de março, o concerto Beethoven Eterno na Sala São Paulo. O programa inclui a 9ª Sinfonia – opus 125.
Tive oportunidade de ouvir a peça no encerramento da temporada da Osesp, no ano passado, e recomendo a todos, sem exceção. O concerto foi magnífico, prodigioso, fez-me deitar lágrimas.
Mais informações aqui.
Postado por Bia às 00:58 2 tartareaders
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Podcast Osesp
Já comentei aqui o quanto eu gosto de ir a Sala São Paulo para ouvir a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Acho que é um oásis de elegância e bom gosto em meio a essa barafunda em que vivemos.
Para quem nunca teve a oportunidade de ir a um concerto, a solução estava nos cds gravados regularmente pela orquestra. Agora, há mais uma: o Podcast Osesp. Por enquanto, só tem o Hino Nacional e trechos de peças de Camargo Guarnieri, mas já dá para sentir o gostinho e muito orgulho.
Aliás, devo dizer que o programa de assinaturas da Osesp é muito mais barato do que muita gente imagina. Para 2008, uma série contendo 9 concertos pode ser adquirida, no lugar mais barato, por 208 reais! Dá pouco mais de 23 reais por concerto. Mais barato que teatro e só um pouco mais caro que cinema. Caso a pessoa opte por um lugar na platéia central (o melhor, na minha opinião), pagará menos de 50 reais por concerto. O período de aquisição de novas assinaturas vai até 17 de dezembro e os valores podem ser parcelados em até 6 vezes. Ah, e o valor cai pela metade para estudantes, aposentados e para quem tem mais de 60 anos.
Enjoy!
Postado por Bia às 09:57 0 tartareaders
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Clássica, eu?

Em 2004, eu trabalhava em um lugar bárbaro mas com pessoas fantásticas, se é que vocês entendem o trocadilho... Nessa época, minhas duas melhores amigas frequentavem mensalmente a Sala São Paulo, assistindo aos concertos da OSESP e desfrutando de pílulas de civilização e bom-gosto every other Thursday.
Passou aquele ano e eu me prometi que também iria fazer parte desse grupo de iniciados, gente bem-disposta que enfrenta a Cracolândia da Av. Rio Branco, Av. Ipiranga e arredores para ouvir um pouquinho de boa música.
Não logrei fazer em 2005 mas, neste 2006 que finda, tenho orgulho de dizer que sou assinante da OSESP, junto com a Rainha e mais duas amigas, e que anseio pelas quintas-feiras quando temos concerto (de novo, o trocadilho, infame ainda que sonoro, mas com um toque de conotatividade).
Para quem nunca pensou (ou ligou) para música de concerto (obs. não se diz música clássica ou erudita - o primeiro é inadequado, o segundo esnobe - aprendi isso na OSESP), sugiro apenas uma peça, impossível de não gostar e maravilhosa para relaxar, que é a Sinfonia n.40, de Mozart. Quem quiser, mando em MP3, basta pedir.
Que seus ouvidos se deleitem e que seus problemas sejam esmagados pela potência sonora que é esse maluquinho desse Mozart!
Postado por Bia às 15:56 2 tartareaders
