Continuando o post abaixo (reparem como sou incapaz de falar de um assunto sem abrir parênteses, colchetes, chaves, posts e tudo o mais que o surrealismo me permitir, para criar conversas paralelas e associações que só fazem sentido na minha cabecinha atrapalhada - olha o tamanho do texto desses parênteses!, tsc, tsc, tsc, sou um caso perdido mesmo...), penso que todo mundo é um leitor em potencial. Basta descobrir o que se quer ler.
Por exemplo, suponhamos um estudante de Direito, nos primórdios da faculdade. Recomendar-lhe-ia que lesse alguns thrillers jurídicos, como os escritos por John Grisham e Scott Turow, ou algo como A Ira dos Anjos, de Sidney Sheldon. E, eu sei, estou me repetindo porque já falei de ambos antes. Mas o que esse estudante quer é vislumbrar os contornos que a vida profissional dele pode adquirir, ainda que fictícios.
Tomemos, então, uma adolescente de 15 anos. Imagino que o maior problemas delas ainda sejam as notas baixas, os meninos e a mãe. Que coisa melhor, então, do que ler O Diário da Princesa, a série inteira, e ficar imaginando que, na verdade, você não é filha dos seus pais e que, a qualquer momento, um mordomo de luvas brancas virá te resgatar dessa vida insuportável (sim, porque, na adolescência, tudo é hiperbólico) e revelar que você é a herdeira de uma pequena fortuna? E se estivermos falando de um garoto de 13 anos, vocês acham que ele não preferiria ser o Artemis Fowl, de Eoin Colfer, ou o Alex Rider, de Anthony Horowitz, dois mini-James Bonds do terceiro milênio? Eu sei que eu gostaria. Ou Capitães da Areia; sempre achei a marginalidade bastante atraente.
O aprendiz de leitor poderia ser, talvez, um rapaz de quase 30 anos, de origem humilde e sem muita instrução, mas que realmente se esforça para estudar e tentar uma carreira. Nesse caso, talvez eu recomendasse histórias da literatura brasileira que mostrassem os sentimentos da forma mais crua possível, que retrate a dificuldade que ele experimenta todos os dias. Algo como São Bernardo, de Graciliano Ramos, ou O Matador, de Patrícia Melo. Histórias com linguagem simples e que fazem com que o leitor médio se identifique com o enredo. Para esse rapaz, Cabeça a prêmio, de Marçal Aquino, então, é essencial.
E para uma dona de casa, de meia-idade, o que eu recomendaria? Talvez Quando Éramos Adultos, de Anne Tyler, ou Um Eco Muito Distante, de Muriel Sparks, ou Laços de Sangue, de Michael Cunningham, livros sobre família, tema tão querido quanto polêmico.
Para mulheres em busca de inspiração, Mulheres de Olhos Grandes, de Angeles Mastretta, ou A Casa das Sete Irmãs, de Elle Eggels. Histórias para pensar, lembrar e fazer ecoar.
Para homens em busca de inspiração, Nem Só de Caviar Vive o Homem, de J.M. Simmel, ou Caim e Abel, de Jeffrey Archer, pedras fundamentais da minha família.
Para adúlteros, Inimigos – Uma História de Amor, de Isaac Bashevis Singer, ou O Livro dos Ciúmes, de Carlos Trigueiro.
Para quem tem doença grave na família, e quer entendê-la, O Lugar Escuro, de Heloísa Seixas, Depois Daquela Viagem, de Valéria Piassa Polizzi, ou os contos, inéditos no Brasil, de Pretending the Bed is a Raft, de Nanci Kincaid.
Para quem tem doença grave na família, e quer afugentá-la, a fantasia da Trilogia do Universo, de Philip Pullman, ou Deuses Americanos, de Neil Gaiman, convidado da Flip.
Há, lógico, as dicas unânimes como, por exemplo, começar lendo contos ou crônicas, porque são mais fáceis, com as quais não concordo. Contos de Machado de Assis, como "Noite de Almirante", são repletos de significados que têm de ser entendidos. Crônicas? É um bom começo, sim, mas não queira debutar nos escritos de Nelson Rodrigues, o maior cronista do urbanismo carioca do século passado. Nelson não tem nada a ver com a fama que lhe impõe e deve ser levado muitíssimo a sério.
Dicas certeiras, como flores na véspera de Santo Antônio, são nomes como Isabel Allende, Agatha Christie, Conan Doyle e Luís Fernando Veríssimo, por exemplo, excelentes contadores de histórias. Mario Prata, cronista hilário do Estadão, também vale. Ruy Castro, com seus livros agradabilíssimos de ler, tanto pelo tema quanto pela habilidade narrativa, também é sério candidato.
A verdade é que não acredito em quem diz que não gosta de ler. Acredito que essa pessoa ainda não encontrou o livro que diz o que ela quer sentir.
Mas ele existe. Basta procurar.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Para quem não gosta de ler (2)
Postado por Bia às 00:18 1 tartareaders
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Para quem não gosta de ler (1)
Um querido amigo, sabedor da minha mania por listas e, talvez, inspirado pelo rol que dediquei a Laura e Nina, pediu-me que pensasse em dicas de leitura para quem não gosta de ler. A Iphy, nova amiga velha, em comentário aqui no blog, também mo pediu algo semelhante.
Desde que recebi a incumbência, pus-me a pensar no óbvio. Se alguém não gosta de ler, não adianta recomendar livro nenhum. A pessoa não vai ler o que você indicar. Ela não gosta de ler, não tem nenhuma relação especial com os livros. Ela não entra em uma livraria como se estivesse pisando em solo sagrado, não faz reverência um sebo. Essa pessoa não desconfia do que há escondido nas páginas de um livro. Bom, até aí, você também sabe o que há lá, mas é justamente essa a sua paixão: descobrir, desvendar a existência oculta na ficção.
Mas, por amor ao argumento (eu adorava usar essa frase, nos meus tempos causídicos), suponhamos que essa pessoa, para te agradar, abra o livro que você recomendou. Você se encherá de esperanças, que intimamente sabe serem vãs, regozijando-se por ter trazido aquela alma escura e perdida à luz reveladora da literatura. Sua boa ação, no entanto, se reduzirá a pó quando seu pupilo acabar com sua pretensão pigmaleoa, declarando “nossa, que livro chato”.
Então, não se forma um leitor, não se torna leitor, nasce-se? Não, acho que não. Não nasci leitora, aprendi a ler e depois a ler. Mas, convenhamos, há aqueles em quem a leitura não desperta nada além de desconfiança (“Essa menina deve ter algum problema, só fica jogada no sofá, lendo”), escárnio (“Ler? Você gosta de ler? Putz, que careta”), asco (“Ai, credo, você vai ficar aí, lendo?”) e outras manifestações de repúdio.
Mas, tergiverso.
Talvez seja possível, sim, indicar livros para quem não gosta de ler. O segredo está em ser um tanto psicólogo, outro tanto professor e mais um tanto clarividente. Acredito que a única forma de despertar o gosto pela leitura é encontrar um livro com o qual a pessoa se relacione, ou seja, algo que fale a mesma língua do leitor, que trate de alguma particularidade da vida do leitor.
Para conquistar o leitor, o livro deve agir como um tsunami. Perdoem-me a metáfora pífia, mas insisto nela e digo que é preciso que as areias sejam reviradas, os coqueiros sejam arrancados e todas as certezas sejam abaladas para que um livro conquiste o leitor.
É responsabilidade por demais pesada para um punhado de folhas de papel impressas. Esperamos que elas sejam verdadeiros Alexandres, Átilas, Leônidas ou Césares, que travem batalha atuem com os leitores incautos e os conquistem de forma avassaladora, que vençam todas as resistências, que arrasem com todas as defesas e que o banquete da vitória seja repleto de palavras inéditas, idéias ousadas, enredos incômodos e associações inteligentes.
A verdade é que todos nós queremos ser dominados por um bom livro.
Sorte de quem já foi.
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domingo, 25 de maio de 2008
Listaholic
Descobri um site só de listas. No Listology, as pessoas fazem listas de tudo: filmes, livros, vídeos. É a reunião de gente louca, como eu.
Listas sempre causam polêmicas. A gente sempre acha que faltou alguma coisa, que um ou outro item foi superestimado, que não deveria ter entrado na lista. Ao que parece, não sou a única que pensa assim. William Grimes, crítico do New York Times que já foi responsável pelas resenhas gastronômicas e agora escreve os famosos obituários, fala sobre 1001 livros para ler antes de morrer, o livro que pretende impor o que devemos ler para o resto de nossas vidas.
Particularmente, tenho uma relação esquisita com listas. Não acredito nelas, mas adoro lê-las. Vai entender... Lógico, meu projeto de leitura para o ano que vem começou com uma lista, e o projeto para o ano seguinte também. A diferença é que a lista é minha, quem definiu esse cânone fui eu. Parece um pouco petulante, mas me incomoda um pouco essa "obrigação" de ler tais e tais títulos e, pior, ter de gostar deles.
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terça-feira, 6 de maio de 2008
Que é cult?
Parece que esses ingleses são tão loucos por listas quanto eu!
Primeiro, foi a lista da biblioteca perfeita.
Agora, o Daily Telgraph, de Londres, compilou a lista dos 50 livros mais cult de todos os tempos. Vale tudo, desde ficção científica até puericultura, de memórias de guerra a pseudofeminismo.
Segundo o jornal, livro cult é aquele que muda o seu pensamento, a sua atitude, o seu comportamento, a sua vida, enfim. A minha lista tem nomes que, para alguns, são velhos conhecidos - integram as dicas para a Laura -, como O menino no espelho e O encontro marcado, ambos de Fernando Sabino, mas também tem títulos recentes como A oficina do escritor, de Nelson de Oliveira, que me mostrou novas perspectivas sobre o ato de escrever e novas formas de pensar a literatura.
Como sou uma pessoa extremamente visual - costumo transformar em imagem qualquer coisa que leio, qualquer história que ouço, certas cenas ficam entalhadas na minha mente -, há também filmes que fazem parte do meu mundinho cult, como Possessão e De caso com o acaso, Antes do amanhecer e Antes do pôr-do-sol, Closer - que serviu de inspiração para outro post - e Um beijo a mais, só para citar alguns longas mais recentes.
Música também é cult. Os discos Brotherhood (New Order), Black Celebration (Depeche Mode), Invisible Touch (Genesis) e The Joshua Tree (U2) são clássicos pessoais. Séries de TV também, como a amalucada Twin Peaks ou a histriônica Ally McBeal.
Adoraria saber o que vocês consideram cult...
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quarta-feira, 30 de abril de 2008
Para Laura e Nina
Há algum tempo, a Nina escreveu um comentário a uma postagem aqui do blog pedindo indicações de leitura para a filha dela. Eu prometi fazer a lista e, como promessa é dívida, antes tarde do que nunca, ei-la.
Queridas Nina e Laura,
a maioria dos livros que escolhi é de literatura brasileira. Os óbvios motivos são dois: você estão longe do nosso país - então é uma forma de matar as saudades - e a Laura não agüenta mais ler em alemão! Para alguns estrangeiros, eu coloquei o título original entre parênteses para facilitar a busca aí na Alemanha.
Primeiro, os clássicos. Eu sei, adolescente nenhum quer ler os clássicos, mas é preciso, e a razão é simples. Ler os clássicos, os tradicionais, é o que nos permite situar e comparar os livros atuais, inserindo-os em um mesmo grupo ou estilo. É dessa forma que conseguimos criar uma consciência literária, comparando um livro aos seus predecessores e analisando aspectos repetitivos ou inovadores.
Então, Laura, se você ainda não leu histórias como
Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll
Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas
O conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas
mãos à obra!
Meus clássicos, meu cânone particular, livros que li quando tinha uns 12, 13 anos e nunca mais esqueci. Não são livros recentes, lógico, mas valem muito a pena:
O menino no espelho, de Fernando Sabino
O encontro marcado, de Fernando Sabino
O diário de Ana Maria, de Michael Quoist
Capitães da areia, de Jorge Amado
Um cadáver ouve rádio, de Marcos Rey
O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey
O escaravelho de ouro, de Lúcia Machado de Almeida
Outsiders, de Susan E. Hinton
O selvagem da motocicleta (Rumble Fish), de Susan E. Hinton
O caso da estranha fotografia, de Stella Carr (e todos os outros com os irmãos encrenca Marco, Elói e Isabel)
O gênio do crime e Sangue fresco, ambos de João Carlos Marinho
Sobre mulheres, para mulheres:
Minha vida de menina, de Helena Morley
O clube da felicidade e da sorte (The Joy Luck Club), de Amy Tan
Mulheres de olhos grandes, de Ángeles Mastretta
Literatura de entretenimento adulto para adolescentes maduros:
Tempo de matar (A Time to Kill), de John Grisham
O reverso da medalha (Master of the Game), de Sidney Sheldon
Caim e Abel (Kane & Abel) e Uma questão de honra (A Matter of Honour), Jeffrey Archer
Literatura do século 21(talvez você já tenha lido alguns):
A invenção de Hugo Cabret, de Brain Selznick
Lionboy, de Zizou Corder (a série)
Diário da Princesa, de Meg Cabot (a série)
Artemis Fowl, de Eoin Colfer (a série)
Para se iniciar nos policiais e no suspense:
O misterioso caso de Styles, de Agatha Christie
Um estudo em vermelho, de Arthur Conan Doyle
As quatro estações (Four seasons), de Stephen King
Para aprender outras matérias além da literatura:
A viagem de Theo, de Catherine Clement
O mundo de Sofia, de Jorstein Gaarder
Os doze trabalhos de Hércules, de Monteiro Lobato
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sábado, 12 de abril de 2008
E a lista continua...
O Daily Telegraph, de Londres, publicou uma lista (mais uma) que pretende indicar 110 livros para formar a biblioteca ideal. As categorias são Clássicos, Poesia, Ficção, Romance, Infantil, Ficçao Científica, Policial, Livro que Mudaram o Mundo, Livros que Mudaram o Seu Mundo, História e Biografias. A lista completa, você confere, em inglês, aqui.
Listas como essas sempre me fazem pensar em bolar um projeto de leitura, um desafio para mim mesma, como o de Mandi e o 200 Books, e relatá-lo aqui no blog. Não pretendo que minha experiência se tranforme em um livro, como Julie Powell e seu Julie & Julia (que li e é bárbaro e já vai virar filme*), já que minha lista contemplará apenas autores nacionais e duvido que Hollywood, Cinecità ou mesmo a Atlântida se interessem.
Lógico que não posso nem pensar em algo assim antes de terminar minha monografia sobre Literatura Policial Brasileira. Estou super atrasada e minha orientadora já cobrou o capítulo que eu deveria ter entregado há mais de um mês.
Mesmo assim, fiz uma lista (ah, essas listas...) dos autores que pretendo ler. A primeira idéia que tive foi algo como 100 livros em um ano, mais ou menos 1 livro a cada três dias e meio, e incluir, além da literatura, livros que falem sobre a cultura brasileira.
Quero que seja um panorama da literatura nacional, de 1500 até os dias de hoje. Talvez eu tenha dificuldade para escolher os títulos de literatura contemporânea; é muito mais difícil porque ainda não estão no cânone, não há como avaliar quais permanecerão, quais entrarão para a história, se me perdoam o trocadilho infame. Embora, vocês sabem, eu não ligue para cânones (se ligasse, não estudaria a desprezada Literatura Policial), acho que um projeto desses implica aceitar alguns dogmas.
Vamos ver o que acontece. Vou dando notícias.
(*) A direção e o roteiro do filme inspirado na vida da Julie estão a cargo de Nora Ephron, a mesma que escreveu Sintonia de amor, Mensagem para você e o estupendo Harry e Sally - Feitos um para o outro. Bom presságio, na minha humilíssima opinião cinematográfica.
Postado por Bia às 11:14 0 tartareaders
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terça-feira, 18 de março de 2008
Poe ou Zadig?
Apaixonada por listas que sou, descobri, em uma edição antiga do jornal britânico Daily Telegraph, uma lista intitulada 50 crime writers to read before you die. Elaborada pelo staff literário do jornal, não levou em consideração popularidade entre os leitores ou notoriedade entre os críticos; baseou-se apenas no gosto dos jornalistas.
Eu sei, listas sempre existirão, e essa é só mais uma. Então, por que citá-la? Porque, desta vez, há alguns nomes um pouco diferentes.
Ao lado dos óbvios Agatha Christie, Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle, estão Charles Dickens e Wilkie Collins. Na obra desses dois autores do século 19, o mistério e o sobrenatural são presenças marcantes. Dickens aparece com Bleak House, de 1852 (publicado no Brasil pela Nova Fronteira em 1986, com o título A casa soturna), e Collins, com The Moonstone, de 1868, inédito no Brasil, até onde sei.
A menção a autores que, tradicionalmente, não estão ligados à literatura policial suscita reflexão acerca do que pode ser considerado pertencente ao gênero. Antes de 1864, ano em que Poe publicou Os assassinatos da Rua Morgue, não havia segmentação da literatura em subgêneros, qualquer um. No entanto, é possível identificar elementos policias – como o desvendar de mistérios e a busca por criminosos – no teatro grego, em passagens da Bíblia, no Zadig de Voltaire. Poderiam, então, esses textos ser enquadrados como literatura policial?
Quando organizou a antologia de contos Crime feito em casa, Flávio Moreira da Costa incluiu textos de Machado de Assis, João do Rio, Dalton Trevisan e Caio Fernando Abreu. Gente que não é considerada “autor policial”, mas que escreveu histórias cuja atmosfera remete aos romances noir ou de enigma. Em entrevista ao site da editora Record, o antologista lembra que “na época de Machado não havia um modelo anglo-saxão de literatura policial”, e ressalta que o clima e a dramaturgia criados por certos autores são antecipatórios da literatura policial que se faz hoje no Brasil.
O modelo mencionado por Costa já não é mais absoluto, nem no Brasil nem no resto do mundo. Há escritores – como os brasileiros Rubem Fonseca e Marçal Aquino e os americanos Dennis Lehane e Michael Connelly, para citar apenas alguns nomes – que falam sobre o crime e a violência com abordagem crua e realista, passando bem longe do estilo consagrado por Agatha Christie e Conan Doyle.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Meme (1)
Meme é tudo que se aprende por cópia a partir de outra pessoa (definição dada pelo blog Verdade absoluta mas que achei bem boa). Coisas simples, como colocar o guardanapo no colo na hora das refeições. Coisas complexas, como fazer baliza com o carro.
Atualmente, meme também significa um texto, escrito em blog ou não, que inspira outras pessoas a escreverem sobre as mesmas coisas. Por exemplo, as perguntas abaixo foram respondidas no blog do Paulo Polzonoff. Achei bacana e resolvi responder também:
1. O que você estava fazendo em 1978, há 30 anos?
Cambaleando para lá e para cá, como fazem todas as crianças. Talvez eu estivesse também arrancando os poucos cabelos de meu irmão, que tinha só um ano.
2. E em 1983, há 25?
Estava brincando no pátio do colégio de freiras onde eu estudava. Era enorme, tinha quadras de futebol, de vôlei, de basquete, tinha parquinho, árvores e mais árvores. Brincávamos de queimada, menino pega menina...
3. O que você estava fazendo em 1988?
Foi o ano do meu primeiro beijo. Já tinha mudado de colégio e conhecido duas meninas que são as amigas mais antigas que tenho, até hoje.
4. E em 1993?
Meu primeiro ano de faculdade. Consegui meu primeiro emprego, fiz minha primeira tatuagem, tive meu primeiro carro. Aproveitei muito!
5. O que estava fazendo há 10 anos, em 1998?
Tinha acabado de me formar, estava trabalhando como gente grande: ganhando salário no fim de mês, pagando contas. Eu namorava há uma ano e achava que era para sempre. Não foi, não era para ser.
6. E há cinco, em 2003?
Trabalhando como gente grande, ainda, mas dessa vez com livros, muitos livros. Foi nessa época que redescobri, ou melhor, entreguei-me de corpo e alma à minha paixão pela literatura.
O intuito desses memes, muitas vezes, é convidar conhecidos para que respondam às mesmas perguntas em seus próprios blogs. Como não pretendo coagir ninguém a participar (e muitos dos queridos amigos que aqui visitam não tem blog), quem quiser pode usar o espaço dos comentários para reviver sua história.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
As minhas livrarias favoritas
Saiu aqui uma lista, muito bacana, de livrarias incríveis ao redor do mundo.
2. Livraria da Travessa, Rio de JaneiroPostado por Bia às 19:04 2 tartareaders
domingo, 2 de dezembro de 2007
Top 100
A lista do New York Times com os 100 melhores livros de 2007, publicada na edição de hoje do Book Review. Há poucos livros de língua nã0-inglesa, como seria de se esperar, mas pode-se notar a menção a diversos autores orientais. Dos latinos, vale citar o peruano Mario Vargas Llosa e o chileno Roberto Bolaño.
Listas são sempre polêmicas, incompletas e desnecessárias.
Mas como são divertidas, não?!
Para quem curte listas, segue dica de mais duas, também elaboradas pelo NY Times:
Melhores livros infantis e juvenis de 2007
Postado por Bia às 17:06 0 tartareaders
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