No dia 2 de abril, quarta, Carlos Cabral, fundador da Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho (SBAV) e responsável pela importação de vinhos do Pão de Açúcar, fará uma palestra sobre o vinho do Porto, tema de seu último livro.
O evento é gratuito e acontecerá na simpática Livraria Sobrado, da qual já falei aqui, às 19h15.
Quer puder ir, vá!
domingo, 23 de março de 2008
Degustação de vinhos
Postado por Bia às 22:39 2 tartareaders
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Curso - gastronomia
Quem lê o Casco já está acostumado com minhas dicas de cursos e oficinas literárias e sobre o mundinho livreiro e editorial. Poucos, porém, sabem que a minha segunda paixão é a gastronomia. Já fiz diversos cursos no Senac, desde "Cozinha do Mar" até "Cardápio para Brunch", um melhor do que o outro.
Hoje, dou a dica da Viandier, casa que abriu na Al Lorena, perto da R Pamplona, e que é um misto de cozinha experimental, restaurante, empório e livraria. Essa semana, a programação inclui pizzas e pratos fáceis:
25/03 - Pizzas
chef Hamilton Mellão "Pizzeria I Vitelloni"
Cardápio: Massa básica e Integral; Alcachofra; Calabresa artesanal; Shimeji e shitake; Abobrinha c/ Polenguinho; Romana e Banana c/ canela.
Valor: R$ 135,00
26/03 - Principiantes e Aprendizes
chef Kiki Felipe "Cordon Bleu"
Cardápio: Salada de verdes com tomate cereja e mussarela de búfala; Massa tricolor com molho de limão siciliano e manjericão; Escalope com molho roti; Purê de batatas; Suco de erva cidreira e gengibre e Rocambole de doce de leite.
Valor: R$ 120,00
Sei que às vezes esses cursos são um pouco caros, mas se você tiver um tempinho sobrando, uma das melhores maneiras de passá-lo, na minha opinião, é cozinhando para os amados e amigos.
Bon apétit!
Postado por Bia às 20:46 0 tartareaders
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
Ostras com champagne, cerveja com pimenta
Leio, no blog do Saul Galvão, o simpático crítico gastronômico do Estadão, duas dicas de festivais que acontecem neste mês em São Paulo:
Café Journal Vermeer apresenta Festival de Ostras
Durante o mês de fevereiro o Café Journal Vermeer propõe o Festival de Ostras de Florianópolis a R$ 21 (12 unidades). Entre os vinhos que podem ser combinados: Prosseco Brut; Èvidence; Fabre Montmayou; Columbine Reserve; Lautaro e Caliterra Tribute.
Café Journal - Al dos Anapurus 1121, Moema (11) 5055-9454
Cervejaria Devassa propõe Menu Apimentado
A Cervejaria Devassa São Paulo apresenta durante o mês de fevereiro um Menu Apimentado. Entre os pratos: costelas de porco com anéis de cebola empanados e molho barbecue (R$ 22,90) e bobó com camarões e farofa de dendê (R$ 31,80).
Cervejaria Devassa - Al Lorena 1040, Jardins (11) 3083-4470
Sei que costumo falar sobre literatura, mas gastronomia é um assunto que me encanta também. Conheço os dois lugares, embora não tenha experimentado os pratos dos festivais. Se alguém for, me conta?
Postado por Bia às 20:38 4 tartareaders
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Café com livros
Escrito por Ricardo Costa e publicado no Publishnews no dia 31 de janeiro, o artigo abaixo chamou minha atenção pelas dicas e pela constatação:
"Sempre achei que um bom livro combinava com um saboroso café; e muitas vezes fiquei frustrado ao ir a uma livraria e ter que sair de lá para encontrar um café no mesmo nível dos livros que eu apreciava. Mas a história mudou de tempos para cá em São Paulo (SP). Desde o início deste ano, por exemplo, a Livraria da Vila trouxe mais sabor para a vila mais charmosa de São Paulo. Sob a jabuticabeira, no quintal da Vila, você saboreia um delicioso café do Santo Grão enquanto curte sua leitura favorita ou bate-papo com seus amigos, numa atmosfera descontraída e aconchegante. Mas não foi só na Vila que o sabor atingiu um novo patamar. No belo MF Café, da Martins Fontes Paulista, a marca é Astro e os cafés especiais são muito bons. Além dos cafés, a Vila e a Martins Paulista disponibilizam Wi-Fi gratuitamente. A Livraria Cultura da Paulista tem uma cafeteria finíssima, que serve o Nespresso, considerado pela Veja SP o melhor café da cidade em 2007. Pra não ficar atrás, a nova megastore da Saraiva, inaugurada recentemente no Shopping Pateo Paulista, abriga o descolado Café Suplicy. E não posso deixar de fora a Martins Editora Livraria (centro de Sampa), com seu Café Lutetia que trouxe o Sospeso da Itália, e onde você pode deixar um café pago em nome de uma pessoa, que o receberá quando for à loja. Estes são apenas alguns exemplos. Agora não é só escolher o livro, você também escolhe o café. E as opções são cada vez melhores!"
Quem me conhece, sabe que não tomo café; prefiro um cappuccino ou um chocolate quente, um café Baileys da Cristallo ou um frappuccino do Starbucks. Mesmo assim, adoro a idéia de livrarias com café. Sendo assim, acrescento à lista a Livraria Sobrado (foto ao lado), charmosíssima na Av Moema. Tem revistaria, internet sem fio, café e uns doces maravilhosos. Vale a pena conhecer.
No Rio de Janeiro, recomendo os cafés da Livraria da Travessa - qualquer uma delas - e da Argumento, no Leblon. E as próprias livrarias também, lógico.
Se alguém tiver mais alguma dica, pode me mandar um e-mail e eu posto aqui.
Postado por Bia às 17:08 4 tartareaders
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Abaixo a dieta 2
Já falei diversas vezes, aqui no Casco, sobre gastronomia. É uma das minhas paixões, a que pouco tenho me dedicado, menos por falta de cobaias para experimentar minhas incursões culinárias e mais por falta de tempo, já que passo doze horas por dia escrevendo.
Falei sobre chocolate, sobre panetone com champagne, falei sobre como acho abominável e desprezível fazer dieta. Não importa o quanto eu escreva sobre o assunto, dificilmente abordarei-o com tanta delicadeza e precisão quanto Xico Sá, em seu post de 20 de janeiro:
PARA REABRIR O APETITE DAS MOÇAS
Nada mais bonito do que uma mulher que come bem, com gosto, paladar nas alturas, lindamente derramada sobre um prato de comida, comida com sustança. Os olhinhos brilham, a prosa desliza entre a língua, os dentes, sonhos, o céu da boca. Ela toma uma caipirinha, a gente desce mais uma, sábado à tarde, nossa doce vida, nossos planos, mesmo na velha medida do possível.
Pior é que não é mais tão fácil assim encontrar esse tipo de criatura. Como ficou chato esse mundo em que a maioria das mulheres não come mais com gosto, talher firme entre os dedos finos, mãos feitas sob medida para um banquete nada platônico.
Época chata essa. As mulheres não comem mais, ou, no mínimo, dão um trabalho desgraçado para engolir, na nossa companhia, alguma folhinha pálida de alface ou rúcula.
A gente não sabe mais o que vem a ser o prazer de observar a amada degustando, quase de forma desesperada, uma massa, um cuscuz marroquino/nordestino, um cabrito, um ossobuco, um barreado, um bife à milanesa, um chambaril, um torresmo decente, uma costela no bafo.
Foi embora aquela felicidade demonstrada por Clark Gable no filme ''Os Desajustados'', quando ele observa, morto de feliz, Marilyn Monroe devorando um prato. E elogia a atitude da moça, loa bem merecida, abafa o caso.
Toda preocupação feminina agora está voltada para a estatística das calorias, as quatro operações da magreza absoluta, ditadura da tabuada, lero lero, vida noves fora zero. É como se todas fossem posar para a ''The Face'' do dia para a noite, fazer bonito nos editoriais de moda, vôte! Mal sabem que isso não tem, para homem que é homem, quase nenhuma importância.
François Truffaut, o francês cineasta, padrinho sentimental deste cronista, já alertava, em depoimentos registrados em suas biografias, o valor insuperável das mulheres normais e o seu belo mundo de pequenas imperfeições. Tudo sob medida das nossas taras sem réguas, sem balanças, sem trenas.
Além do prazer de vê-las comendo, coisa mais linda, pesquisas recentes mostram que as mulheres com taxas baixíssimas de colesterol costumam ser mais nervosas, cricris, chatas, dão mais trabalho na rua, em casa, no bar, pense no barraco!
Nada mais oportuno para convencê-las a voltar a comer, reiniciá-las nesse crime perfeito.
Às fogazzas, aos pastéis, aos cabritos, ao sanduíche de mortadela, ao lombo, de lamber os lábios, ao churrasco de domingo para orgulho do cunhado, que capricha na carne e incentiva os seus pecados todos. E aquela fava, meu Deus, com charque, enquanto derrete a manteiga de garrafa, último tango do agreste...O importante é reabrir o apetite das moças, pois homem que é homem, como diz meu velhíssimo mantra, não sabe sequer - nem procura saber - a diferença entre estria e celulite.
Escrito por xico sá às 21h46
Postado por Bia às 09:27 4 tartareaders
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Abaixo a dieta
Leio na revista Época desta semana entrevista com Barry Glassner, sociólogo americano autor do livro Os segredos da alimentação saudável. Glassner é um estudioso do medo e explica que resolveu estudar hábitos alimentares após perceber que as pessoas estão ficando quase paranóicas em relação a dietas e restrições alimentares.
Algumas observações feitas durante a entrevista não são novidade. Que os americanos e ingleses são os povos que mais ingerem gordura trans ou que a taxa de mortalidade por ataque cardíaco na França não é um absurdo, apesar de os franceses se entupirem de manteiga, queijos e pães, isso outras pesquisas já demonstraram.
Outras declarações do sociólogo, porém, refletem o que eu penso acerca dessa histeria coletiva que faz com que um pão de queijo recheado com catupiry seja proibido como se fosse arsênico ou beladona. Uma das afirmações mais interessantes que li é sobre a carência que as pessoas se impõe, achando que comer de tudo é ruim e comer só verduras e frutas é bom. Essa ausência de alimentos variados, segundo o autor, faz com que a pessoa enjoe de comer sempre a mesma coisa e perca o prazer de desfrutar as refeições. Ele diz: “É uma loucura acreditar que o que faz uma refeição ótima é o que ela não tem.”
Não vejo nada de errado no hedonismo, muito pelo contrário. Ter prazer nas pequenas coisas e divertir-se cotidianamente é essencial para mim. Restrições tacanhas, de qualquer natureza, mas principalmente alimentares, têm o condão de me deixar de mau humor. Solidarizo-me com todos aqueles que sofrem na mão de tiranos que pretendem ditar o que podemos ou não fazer. Como a situação vivida por uma amiga minha, ao consultar o cardiologista. Ela, uma senhora de certa idade, casada há décadas com o primeiro namorado, ouviu do médico a recomendação de que deveria fazer um regime para perder peso e que “a mesa não é lugar de ter prazer”.
Tenha dó! Poucas sensações são comparáveis a prazeres gastronômicos como saborear uma torta de maçã recém-saída do forno, mastigar um terno naco de carne grelhada à perfeição, sorver as bolhinhas de uma taça de champagne ou derreter um tablete de chocolate venezuelano na boca.
Ao infame profissional, minha amiga teve vontade de responder (o que não fez por ser extremamente educada e elegante): “Ora, se já não tenho prazer na cama, se o senhor me tirar os da mesa, o que me restará? Só o banho?”
Postado por Bia às 10:24 0 tartareaders
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
É Natal
Uma das coisas que mais gosto é a comida de Natal, principalmente panetone. Uma vez me contaram de uma moça que come panetone durante o ano inteiro. Ela, não sei como, descobre padarias por São Paulo afora que assam a iguaria ininterruptamente e os devora fatia a fatia no café-da-manhã todos os dias. Para ela, não importa se tem frutas cristalizadas, gotas de
chocolate, nozes: o que importa é o panetone. Aposto que ela já experimentou até essas combinações mais moderninhas, com goiabada e pão de mel – corruptelas, na minha modesta opinião. Particularmente, acho um exagero comer panetone o ano todo; durante o mês de dezembro, porém, não há nada como uma fatia enorme de panetone acompanhada por uma taça de prosecco bem gelado, ah, isso não há! (meio cafona, eu sei, mas o que eu posso fazer? Eu gosto.)Para mim, comida de Natal é comfort food. Na falta de uma expressão melhor, apelo aos americanos, ainda que uma das acepções da palavra conforto, segundo o Houaiss, seja “alimento, comida”, derivações metonímicas da significação “o que fortalece, revigora”. Os norte-americanos cunharam uma expressão que acho ímpar, apesar de não serem famosos pela sua culinária. Venhamos e convenhamos: quem é que pode apontar qual é a típica culinária americana? Frango frito, milho assado, churrasco de hambúrgueres e salsichas, torta de maçã, salada caesar, salada cobb, costelinha de porco com molho agridoce, cole slaw. A ocasião mais gastronômica que eles têm é o dia de Ação de Graças, o Thanksgiving, quando, invariavelmente, assa-se um belo peru, servido com couve-de-bruxelas, purê de batatas e molho de cranberry, e uma torta de abóbora para sobremesa.
Ok, dou o braço a torcer. Não acho que tampouco exista uma única e típica culinária brasileira. Feijoada, churrasco, arroz com tutu e lombo de porco, vatapá, caruru, acarajé, cuscuz à paulista, quindim, brigadeiro, doce de leite. Comemos tudo isso e muito mais: no Natal, peru, tender, chester; no Ano Novo, lentilha, pernil; na Páscoa, bacalhau. Seja como for, acredito que cada família tenha suas tradições gastronômicas e é necessário mantê-las. Na minha família, Natal tem de ter peru com farofa de banana e tender com molho de abacaxi. E na sua?
Seja qual for o cardápio, desejo a todos um feliz Natal: que, sobre a mesa da ceia, vocês encontrem uma refeição confortável e deliciosa e que, ao redor dela, estejam as pessoas que vocês mais amem.
Postado por Bia às 12:56 2 tartareaders
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Literatura e gastronomia
Maria Antonia estuda o sabor literário
Um percurso pelos sabores e aromas especiais da culinária brasileira, através da literatura, seus jogos de linguagem e aspectos históricos. A partir do estudo de autores como Aluísio de Azevedo, Machado de Assis e Jorge Amado, o curso aborda o prazer dos sentidos dentro dos quadros da nossa literatura. Uma viagem pela gastronomia e a expressão literária brasileira, com seus temperos regionais e seus condimentos estéticos.
Ricardo Maranhão é doutor em História pela USP, professor de História da Gastronomia na Universidade Anhembi Morumbi, autor e/ou organizador de diversos livros e artigos, além de palestrante em universidades do Canadá, da França, da Holanda, da Alemanha e do México. Participa da série da TV Cultura "Mesa Brasileira".
Programa
21 de janeiro – O Prazer dos Sentidos em Aluísio de Azevedo e Machado de Assis
22 de janeiro – A Cultura Popular Culinária em Jorge Amado
23 de janeiro – Surpresas Gastronômicas na Literatura de Viajantes (Saint-Hilaire, Luccock, Lindley, Rugendas, dentre outros)
O Sabor Literário
com Ricardo Maranhão
21, 22 e 23 de janeiro
segunda, terça e quarta-feira, 15 às 18h
R$ 150,00
Inscrições Centro Universitário Maria Antonia – 3° andar – sala de cursos
segunda a sexta das 10h às 12h e 13h às 18h
Informações
3255-7182 – ramal 32 e 33 – cursosma@usp.br
Postado por Bia às 08:14 0 tartareaders
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quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Pecado capital
Postado por Bia às 21:48 2 tartareaders
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