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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Uma lágrima para Sidney Pollack

Ando tão desligada que só soube da morte de Sidney Pollack há dois minutos, lendo um artigo do New York Times. Fique com lágrimas nos olhos. Ele morreu com 73 anos (a mesma idade com que meu avô paterno morreu, em 1986) e minha impressão era de que ele poderia dirigir e atuar em Hollywood por muitos anos mais.

Das atuações, lembro-me do amigo e voz da razão para Tom Cruise em De Olhos Bem Fechados e do pai desmiolado de Will Truman em Will & Grace.

O mais importante, porém, é sua carreira como diretor. Como não chorar pelo homem que fez Entre Dois Amores (Out of Africa, 1985), com Meryl Streep, e Nosso Amor de Ontem (The Way We Were, 1973), com Barbra Streisand, ambos com Robert Redford, duas das histórias de amor mais bonitas que já vi? Pollack também foi o diretor de A Firma (The Firm, 1993), inspirado no segundo melhor livro de John Grisham, e de Tootsie (1982).

Além da competência, tinha cara boa.

Já para a locadora: preste a sua homenagem, (re)vendo A Intérprete (The Interpreter, 2005), o último filme dele.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Uma lágrima para Eduardo Martins

Era só jornalista e foi um jornalista reclamão até o fim. Internado desde o dia 9 no Hospital São Camilo, onde morreu aos 30 minutos deste domingo, vítima de insuficiência respiratória e de um tumor na bexiga, entrou na UTI inconformado com o tamanho do televisor do quarto e falando das colunas que teria de escrever quando tivesse alta.

Natural de Cáceres (MT), Eduardo Martins nasceu em 26 de julho de 1939. Aos 17 anos de idade, começou a trabalhar na Redação do Estado, primeiro fazendo palavras cruzadas como colaborador e, a partir de 1960, sucessivamente como redator, repórter e editor. Aos 68 anos, costumava dizer, com muito orgulho, que esse foi o único emprego de sua vida, uma paixão profissional. Era um especialista em Língua Portuguesa. Autor do Manual de Redação e Estilo, que o Estado lançou em 1990 com grande repercussão, escreveu o livro Com todas as letras: o português simplificado e uma série de seis Resumões da Língua Portuguesa.

fonte: O Estado de S. Paulo


Eduardo Martins é meu colega de trabalho, embora eu nunca o tenha conhecido pessoalmente. Todos os dias ele me ensina um pouco mais sobre como usar meu instrumento de trabalho com correção e clareza. A Língua Portuguesa acaba de perder um de seus maiores entusiastas.

terça-feira, 18 de março de 2008

Uma lágrima para Anthony Minghella

Anthony Minghella não dirigiu muitos filmes durante sua carreira, encerrada hoje, abruptamente, por uma hemorragia cerebral. Foram dez ao todo, e o cineasta - que morreu cedo, aos 54 anos - foi responsável por duas pérolas: O paciente inglês e O talentoso Ripley.


O paciente inglês, inspirado em livro de Michael Ondaatje, é uma das histórias de amor mais angustiantes que já vi, e Minghella captou muito bem a atmosfera do livro. E o que dizer de Ripley, personagem literário de Patricia Highsmith? Depois que Alain Delon incorporou o anti-herói em O sol por testemunha, achei que seria bastante complicado para outro ator trilhar o mesmo caminho. No entanto, em um filme de fotografia belíssima, Minghella fez com que Matt Damon tivesse excelente atuação.

Minghella ainda foi o responsável pela adaptação do excelente romance A agência no. 1 de mulheres detetives, de Alexander McCall Smith. O filme foi feito sob encomenda para a BBC, e foi exibido na Páscoa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Uma lágrima para Heath Ledger

Heath Ledger, ator australiano de 28 anos, foi encontrado morto hoje, em um apartamento no SoHo, em Manhattan.

A primeira vez que o vi foi em 10 coisas que eu odeio em você (10 Things I Hate About You, 1999), uma comédiazinha adolescente sem pretensão nenhuma e que eu me dispus a ver só porque tinha sido inspirada em A megera domada, de Shakespeare. Bom, o filme é bonitinho mas Heath Ledger era mais, o que mostrou ao cantar "Can't Take My Eyes Off You", em ritmo de banda de fanfarra.

Mais tarde, assisti a Coração de cavaleiro (A Knight's Tale, 2001), filminho bacana que conta uma história dos tempos medievais com apelo contemporâneo. A trilha sonora é incrível, nunca imaginei que Queen e David Bowie combinasse com armaduras, cavalos e torneios antigos.

Depois disso, vieram A última ceia (Monster's Ball, 2001) - excelente, excepcional! -, Os irmãos Grimm (The Brothers Grimm, 2005) e Casanova (2005). O grande destaque veio com O segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005), em que Ledger interpretou um cowboy gay. Polêmicas à parte, o filme é sensível e ele trabalhou muito bem.

O último papel que ele interpretou foi o de Coringa, em O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008), que ainda não estreou por aqui. Não foi ele quem riu por último, porém.

Mais um que se foi. Que ele se reuna a River Phoenix, James Dean, Brad Renfro e tantos outros que não chegaram à idade que tenho hoje.

E.T. Heath é o diminutivo de Heathcliff, personagem do romance O morro dos ventos uivantes, de Emily Brönte. Já falei sobre a importância do nome aqui. Nunca, em sã consciência, eu daria esse nome a um cachorro, que dirá a um filho. Quem conhece a história sabe que Heathcliff é um homem amargo, que sofre por não poder amar livremente. O nome encerra em si, a meu ver, toda essa representação e dela não se dissocia, independente de quem o carrega.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Uma lágrima para Brad Renfro

Ele morreu na terça-feira, dia 15, mas eu só li a notícia hoje.


A primeira vez que eu o vi foi em O cliente, de Joel Schumacher. Baseado no livro homônimo de John Grisham, conta a história de Mark, um garoto que testemunha o assassinato de um advogado da Máfia. Para se proteger, ele contrata a advogada Reggie Love, interpretada por Susan Sarandon, que vai ajudá-lo a denunciar os culpados para o promotor Roy Foltrigg, papel de Tommy Lee Jones. Brad Renfro tinha só 12 anos quando o filme foi lançado, em 1994.




Depois disso, ele fez parte de um filme que conta a história de quatro amigos que moram em Hell's Kitchen, um dos bairros mais pobres de Nova York. Em Sleepers, Brad Renfro interpreta Michael Sullivan quando jovem, o mesmo personagem que, ao envelhecer, coube a Brad Pitt. O filme, de 1996, tem no elenco Robert de Niro, Dustin Hoffman, Minnie Driver, Jason Patric e Kevin Bacon. O filme é forte, não é recomendado para os puros de coração, mas é um dos meus preferidos.


Outro filme de que me lembro é O aprendiz. Conta a história de um jovem que descobre que seu vizinho, interpretado por Ian McKellen, foi um oficial nazista. Em vez de denunciá-lo às autoridades, o garoto faz com que o velho conte as histórias da época da guerra e dos campos de concentração. Essa convivência afeta a personalidade dos dois. O longa é baseado na novela Apt Pupil, escrita por Stephen King e que integra o livro Different Seasons (de onde também saíram as histórias que inspiraram os filmes Um sonho de liberdade e Conta comigo).

Brad Renfro, nesses três filmes, atuou de maneira tão marcante, impressinou-me tanto, que costumávamos comentar, minha amiga Eliana e eu, que aquele menino ia crescer, ficar lindo e dar muito trabalho.

Realmente, ele deu trabalho. Envolveu-se com drogas, principalmente heroína, e escapou de ser preso algumas vezes.
Ele morreu em Los Angeles, aos 25 anos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Uma lágrima para Cinília

Quando você tem 12 anos, as Invasões Bárbaras na Europa soam tão familiares quanto as propriedades medicinais da catuaba. Godos, Ostrogodos, Visigodos - para mim, esses povos nada mais eram que personagens dos quadrinhos de Asterix, junto com os Bretãos e os Belgas (alguém se lembra daquela história com os Helvéticos, o fondue e o pedaço de pão? Hilária!).

Bárbaros, Idade Média, feudos – é uma parte sombria da história mundial mas, para mim, ganhou cores reais na voz e interpretação de Cinília Tadeu Gisondi. Professora de história do Colégio Bandeirantes há 28 anos, ela faleceu no último sábado, aos 51 anos.

Cinília dava aulas para a sexta série como quem apresentava uma peça de teatro. Criava vozes, trejeitos, gritos de guerra para cada um dos povos invasores (“Vikings!”, ela clamava, abrindo a porta e entrando bombasticamente na sala). Mais tarde, quando já estávamos no colegial, Cinília nos apresentou ao Iluminismo, ao Positivismo. Aquela foi a primeira vez em que ouvi falar de Augusto Comte.

Ah, professora, tudo isso aconteceu há 20 anos, mas ainda nos lembramos. Lembramo-nos das lousas escritas de ponta a ponta, das longas provas com 40 testes e nem sei quantas questões. Lembramo-nos também curiosa história do seu nome. E mesmo depois de todo esse tempo, não posso evitar que meus olhos, que não são azuis como os seus, marejem cada vez que leio a mensagem que recebi ontem:

“O Colégio Bandeirantes comunica o falecimento da nossa querida e inesquecível amiga Professora Cinília Tadeu Gisondi ocorrido em 01/12/07 e informa que a Missa de 7º dia será realizada dia 10/12/07, segunda-feira, às 20h, na Igreja de São Judas Tadeu. Endereço: Avenida Jabaquara, 2.682 (próximo à estação São Judas do Metrô).”

Cinília, você faz parte da nossa história.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Para quem não me conhece...

Conheça o mito e as características de cada signo

Na mitologia, encontramos inúmeros deuses e heróis que são, na verdade, personagens com os quais nos identificamos. Muitas vezes, ficamos tão profundamente impregnados de suas características que nossas vidas se confundem com as deles.
Certamente, os mitos dos deuses gregos podem nos ajudar a compreender melhor nosso inconsciente, nossa personalidade e nossa alma.


Virgem

O mito que mais caracteriza o signo de Virgem é o de Deméter e o Rapto de Perséfone, sua filha - mais uma filha do mulherengo Zeus.

Deméter era considerada quase em toda Grécia a deusa das colheitas e da fertilidade da terra. Era filha de Cronos (saturno) e Réia, considerada a deusa do trigo, pois ensinou aos homens semeá-lo, colhê-lo e com ele fabricar o pão. Deméter tinha uma linda filha, fruto de seu romance com Zeus, chamada Perséfone.

Certo dia, quando Perséfone brincava em meio às ninfas e suas tias Ártemis e Palas Atenas, Hades, seu tio e Deus do mundo avernal, raptou-a em sua carruagem puxada por cavalos negros e levou-a ao mundo subterrâneo.

Sua mãe ficou desolada e toda a terra secou. Ela pediu ajuda a Zeus, que prontamente dirigiu-se até ao mundo de Hades para tentar um acordo. E conseguiu: a cada seis meses, Perséfone podia viver ao lado de sua mãe na terra e seis meses deveria voltar junto de seu marido para o mundo avernal. Segundo o mito, é por isso que durante metade do ano a terra é fértil e próspera e na outra metade é seca e estéril.

Características de Virgem

Os nativos de Virgem são ao mesmo tempo sensuais e pudicos, como se vivessem em dois mundos. O discernimento é sua maior qualidade, seguida da capacidade de síntese e discriminação. É um dos signos mais realistas do zodíaco, perfeccionista e detalhista ao extremo. No nível mais mundano, tem necessidade de classificar, de ordenar e muitas vezes de limpar, sim, porque virgem tem mania de limpeza. Todo virginiano busca a purificação, mas também o conhecimento, por ser um signo extremamente mental.

A mulher de Virgem

A maior qualidade da mulher de Virgem é sua inteligência. Como se trouxesse a dor do rapto, toda mulher de Virgem não suporta invasão, seja de que tipo for. Quando está em seu mundo subterrâneo, é melhor deixá-la por lá. Não faz o gênero desprotegido; é mais independente e menos emocional. Tem necessidade e grande capacidade de comunicação, é detalhista até em sua maneira de se vestir. Desconfiada, pragmática e muito ordeira, costuma mostrar seu amor com atos concretos.

O homem de Virgem

Traz em si o arquétipo do homem ideal quando apaixonado. Ele precisa que você precise dele. É generoso, disponível e gosta de ser útil. O homem de Virgem adora resolver os problemas das mulheres à sua volta. Mas é mental, tem autocontrole e é até um pouco frio. O dever fala mais alto em todas as situações de sua vida. Ele é um ser contido dentro dele mesmo e isso pode criar alguns problemas quando as emoções são necessárias. Tem temperamento sensível, nervoso, quase nunca é agressivo, mas adora mandar.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Ah, essas manias...

Fui instada pelo meu querido amigo Simão a fazer uma lista de 5 manias que tenho, continuando uma corrente que o Bandini achou ter quebrado. Pensei muito antes de aceitar o desafio porque admitir as minhas esquisitices não é fácil, não. Mas, tudo pelo social:

1) Não assino e nem escrevo o nome de ninguém em vermelho porque quando eu estava na sexta série me disseram que dava azar - não tenho idéia do quê nem porquê, mas mal não deve fazer;

2) Quando eu era adolescente eu tinha mania de escutar música e imaginar uma história baseada na letra - assim nasceram alguns dos meus escritos, influenciados por duas bandas da minha geração que escuto até hoje: Depeche Mode e Dire Straits. Curiosamente, nunca escrevi nada sob os auspícios de New Order... (hum, talvez seja a hora de tentar!);

3) Mania de guardar recortes de revistas e jornais. Tenho quatro ou cinco pastas lotadas de artigos sobre literatura, resenhas de livros que me interessaram, desenhos, fotos de jóias que quero comprar, receitas que quero cozinhar, endereços na 25 de Março ou em New York (percebam como sou eclética) que quero visitar e fazer compras, enfim, uma pilha imensa de papel e eu nem lembro a metade do que está lá. Então, a pergunta que não quer calar é: porque eu guardo? Sei lá, mania.

4) Mania de tartaruga - ela está em toda a parte: em miniaturas espalhadas pelo meu escritório em casa, na estampa da minha toalha de praia, na minha necessaire, na calça do meu pijama, marcada na minha pele.

5) Mania de listas!!!!! Adoro fazer lista, de tudo, de supermercado, to-do-list para sábados em que fico sem o Papageno, de objetos do desejo, de como gastar meu dinheiro wisely, de convidados para festa de aniversário, de cardápios para servir aos amigos, de cartões de Natal, de cuidados com a beleza... lista de listas a fazer!!!

Pronto, taí minha excentricidade escancarada.