Redes de livrarias vivem período de expansão
Agência Estado - 10/07/09
De um lado, a Livraria Cultura abre filial na Daslu e marca presença na Casa Cor; a Livraria da Vila continua a loja oficial da Flip; a Saraiva tem Starbucks dentro de suas megastores, e a Laselva só oferece os Mais Vendidos e Autoajuda nos aeroportos.
De outro, centenas de municípios brasileiros não têm livrarias; dezenas de livrarias independentes não têm poder de fogo para negociar com as editoras e oferecer preços competitivos, e livrarias especializadas como a Mille Foglie e a Livraria do Crime sucumbem diante dessa tendência de lojas gigantescas que lucram muito mais com lápis, caneca, pôsteres do High School Musical e cafés expresso do que com livros.
É por isso que lugares como a Livraria Sobrado, em Moema, ou a Realejo Livros, em Santos, merecem a sua visita e o seu prestígio.
Faça a sua parte.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Tempos difíceis
Postado por Bia às 14:51 0 tartareaders
Tartatags:
livrarias,
mercado editorial,
notícias
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Autores promovem autores
Do Louisville Courier-Journal:
After a reading yesterday at Carmichael's Bookstore, Louisville, KY, David Sedaris "offered first book-signing privileges to attendees who would purchase the store's five total copies of two of Sedaris' favorite books, Lazarus Project by Bosnian-born writer Aleksandar Hemon and No One Belongs Here More Than You by Miranda July".
Simpático, não?
Se um dia eu tiver a oportunidade de fazer o mesmo, certamente escolherei Cabeça a Prêmio, de Marçal Aquino.
Postado por Bia às 10:18 0 tartareaders
Tartatags:
notícias
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Ô gentinha!
Não raramente as pessoas me olham com descrença quando digo que abandonei a prática do Direito para me dedicar à Literatura e à Língua Portuguesa. A atitude exigiu que eu repensasse minhas prioridades e meus valores e que eu me adaptasse a um novo estilo de vida e a uma nova situação financeira. Não me arrependo da decisão que tomei, mas por vezes questiono se deveria ter insistido um pouco mais, em nome de uma estabilidade econômica que só recentemente readquiri.
No entanto, minha decisão é reafirmada cada vez que leio notícias como a recondução do promotor Thales Schoedl ao cargo de promotor público, mas com o exercício das funções suspenso. Ou seja, esse assassino recebe mais de 18 mil reais para não trabalhar.
É revoltante e me faz ter vergonha de um dia ter pertencido à mesma classe profissional de gente como Thales, Luís Felipe Marzagão (advogado de Thales) e Carlos Alberto Menezes (ministro do STF que concedeu a liminar para a recondução).
Postado por Bia às 17:19 0 tartareaders
Tartatags:
notícias
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Dicta & Contradicta
A publicação semestral Dicta & Contradicta foi lançada na semana retrasada, em São Paulo, com boa repercussão na mídia paulistana. Segundo os editores (que inclui jornalistas, advogados e filósofos), a revista traz, além dos artigos principais, editorial que expressa a opinião do Instituto de Formação e Educação, textos traduzidos de autores estrangeiros, perfil de um intelectual ou artista, uma seção de filosofia e uma de literatura.
Com mais de 200 páginas (os editores brincam que é a única que pára em pé) e custando R$22,50, a iniciativa assemelha-se às revistas acadêmicas publicadas por universidades, até porque conta com apoio do Instituto Bovespa e do Banco Fator.
Ainda não li, mas estou curiosa. Assim que der, faço o relato aqui.
Postado por Bia às 08:53 0 tartareaders
Tartatags:
crítica literária,
filosofia,
notícias,
revistas
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Clube do Livro
Quando eu era criança, meus pais me incentivavam muito a ler. Minha mãe, e a mãe dela, sempre foram boas leitoras. Até hoje o são, embora em ritmo diferente: se antes o andamento era vivace, hoje está mais para allegro ma non troppo.
Para que pudéssemos, então, criar o hábito da leitura, meus pais se associaram ao Círculo do Livro. Lembro-me de que adorava os informativos e lia a revista, do começo ao fim, com a mesma atenção que eu dedicava aos livros estampados naquelas páginas, anotando à margem todos os títulos que tentaria convencer meus pais a comprar.
Alguns anos depois, a empresa faliu e nunca mais ouvi dizer de iniciativa semelhante, a não ser pelo Music Club, da Abril, mas que era destinado a CDs. Metade dos livros de Agatha Christie que tenho são do Círculo do Livro e, a julgar pelo número de volumes que encontro em sebos São Paulo afora, imagino que muita gente fazia parte desse mesmo clube.
Vez ou outra aqui no blog, eu comento sobre o mercado editorial. Acho que não o faço com a mesma freqüência com que leio as notícias dando conta de que a situação não é das melhores, inclusive no maior mercado do mundo, o norte-americano. O Shelf Awareness relata diariamente o fechamento de livrarias independentes ou iniciativas de quem persiste nessa roça e tem de aumentar as vendas. Por outro lado, fusões milionárias e mudanças de linha editorial demonstram que as editoras também estão preocupadas com o futuro do livro.
Uma nova tentativa de agitar o mercado é o The New Progressive Book Club, assunto da coluna de hoje de Motoko Rich no NY Times. O esquema é bastante simples: os leitores são convidados a se associar e comprar 3 livros por 1 dólar cada, em troca do compromisso de adquirir outros 4 livros nos próximos 2 anos. A empresa garante que o preço dos livros será calculado de forma a competir com as gigantes online Amazon e Barnes & Noble e a garantir bons rendimentos para os autores.
Como o próprio nome diz, o novo clube do livro reúne obras com temática progressiva, seja lá o que isso quer dizer. Mas pouco importa o assunto. Acho que o destaque da notícia é, justamente, a criação de um clube do livro como mais uma tentativa de angariar leitores que, até nos Estados Unidos, estão rareando cada vez mais.
Penso que iniciativas assim poderiam ser implantadas no Brasil, mas pelas livrarias. Gente como Livraria Cultura, Martins Fontes ou Livraria da Vila, em São Paulo, a Livraria da Travessa ou a Argumento, no Rio, ou as Livrarias Curitiba, no sul do País, poderiam desenvolver projetos semelhantes. Um comitê formado por vendedores competentes (espécie em extinção em lugares como a Cultura, infelizmente) escolheria um ou dois livros por mês e os clientes participantes receberiam o livro em casa.
Montar uma operação como essa ou cuidar da logística não é meu departamento, Minha função aqui é dar idéias, simplesmente. Então, fica aí a sugestão.
Postado por Bia às 09:53 2 tartareaders
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Literatura na bagagem
No hemisfério norte, onde o clima segue regras quase matemáticas, as pessoas se preparam para a chegada de cada estação do ano com a mesma intensidade como para a visita de um querido membro da família que não vêem há tempos.
Acho que, justamente por não morarem em um país-tropical-abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza-mas-que-beleza como o Brasil, o verão é a época mais aguardada, quando europeus calçam havaianas de 15 euros, desnudam a brancura láctea nos parques municipais, levando a tiracolo uma sacolinha de livros escolhidos a dedo. Sim, porque o verão pede leituras específicas. Não é qualquer autor que resiste ao calor de 40 graus que cariocamente assola o Mediterrâneo em julho e agosto.
Não consigo falar em leituras de verão em um dia como hoje, em que São Paulo está com 15 graus, mas sensação térmica de 10 graus. É um exercício de imaginação além da minha, não orna. O britânico The Guardian, ao contrário, conseguiu muito mais.
Em artigo publicado no sábado, o jornal pediu a diversos autores que fizessem uma lista de livros para serem lidos durante as férias de verão, de acordo com o lugar para onde pretendem, em teoria, viajar. Entre as sugestões, ler Goethe na Sicília, John Fante em Los Angeles, Saul Bellow em Chicago, Salman Rushdie e Jhumpa Lahiri na Índia, Mehmet Murat Somer na Turquia (interessei-me por este que, ao que parece, escreve histórias policiais em que o detetive é um travesti; insólito, para dizer o mínimo), Murakami e Tanizaki em Tóquio, e muito mais. Mas bacanas mesmo são as sugestões de Colm Tóibín para uma viagem ao Brasil.
Colm Tóibín, autor irlandês de quase 20 livros (alguns publicados no Brasil, como A História da Noite e A Luz do Farol), cita a coletânea de poemas, prosa e cartas de Elizabeth Bishop, registro de quase uma vida toda passada por aqui. A edição mencionada no artigo inclui tradução de poetas brasileiros e três contos de Clarice Lispector, a quem Tóibín chama de “strange Brazilian genius”, recomendando a leitura de A Hora da Estrela.
Tóibin também cita Os Sertões, de Euclides da Cunha, lembrando que o relato sobre Canudos, publicado em 1902, foi a inspiração para Vargas Llosa escrever A Guerra do Fim do Mundo, quase 80 anos depois, em 1981.
O irlandês continua o artigo dizendo que Macunaíma, de Mario de Andrade, mistura o herói cômico ao mitológico e, fazendo coro com Harold Bloom, atesta a genialidade de Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas. Ele encerra a lista com Guimarães Rosa, “ricos, complexos e modernos, como o Brasil”.
A viagem de Colm Tóibín continua pela América do Sul, passando por Argentina, Chile e Colômbia, mas isso não interessa ao nosso orgulho tupiniquim. Bacana mesmo é ver impressos os nomes de alguns dos maiores autores brasileiros em páginas estrangeiras.
Postado por Bia às 12:08 0 tartareaders
Tartatags:
literatura,
livros,
notícias
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Filho da mãe
A historiadora Mary del Priore, em coluna publicada no Suplemento Feminino do Estadão de ontem, comenta o caso Nardoni. Do texto, intitulado Carta às mães de dois monstros, que começa falando do indiciamento do pai e da madrasta da menina, destaco os seguintes trechos:
Penso, contudo, em suas mães. Pergunto-me se ambas têm consciência dos monstros que trouxeram ao mundo. Como será acordar, todas as manhãs, ouvindo no íntimo a voz de milhares de cidadãos pedindo justiça por um crime que revirou as entranhas de tanta gente? Como será colocar as cabeças sobre o travesseiro, sabendo que pariram duas anomalias? Como foi possível ensiná-los a mentir com tamanha desfaçatez?[...] Quem são essas mães?
Quero saber seus nomes. Quero ver seus rostos, de olhos secos e almas ressequidas. Quero entender como é possível consentir e calar sobre o assassinato de uma neta. Quero entender seu silêncio pesado, opressivo e inquietante.
Que seu luto seja o arrependimento eterno. Que incorporem a culpa de seus filhos para que seus atos infames não se repitam mais. Que exibam seu passado familiar, para que cidadãos de bem possam se vacinar contra ele.
Que mães são essas? Por que não assumem suas responsabilidades? A dívida de seus filhos com a sociedade lhes será cobrada de uma maneira ou de outra. Se o papel das mães é o de dar leite e mel – como queria o filósofo – estas alimentaram seus filhos com fel. Choca saber que é possível criá-los totalmente impermeáveis a valores morais. Que é plausível aceitá-los como mentirosos patológicos, impermeáveis à preocupação com a verdade. Que é possível conviver com viciados em falsidades, sem corrigi-los e velando sobre seus erros. [...] Essas mulheres não têm palavra. São mães mudas, escondidas pelo silêncio culpado e, pior, cegas. A perda de respeito pela verdade corrói tudo o que as liga ao restante da sociedade.
Mas cabe às mães impedir catástrofes assim. Quando elas deixam passar muitas oportunidades de serem honestas e preocupadas com a verdade de suas próprias relações, não conseguem mais trazer os membros de sua família a uma situação de confiança mútua. [...] Diante da neutralidade destas mães reside o obsceno, a banalização do mal.
Relutei muito em comentar o assunto aqui no blog porque a polêmica criada pelo fato em si e fomentada pela imprensa já tem tomado bastante espaço e tempo de nosso cotidiano. No entanto, depois de ler esse texto de veia acusatória, não pude mais me calar.
Concordo em parte com a historiadora. Também acho que as mães são as maiores responsáveis pelo comportamento dos filhos, por ensinar que devem respeitar o próximo, pelos valores éticos e morais que devem passar. Em diversas culturas, como a coreana, por exemplo, o mau comportamento de um filho é visto como falha dos pais, é deles que se fala mal, são eles que recebem os comentários negativos.
No entanto, não acho que se possa atribuir toda a maldade de um filho à sua mãe. Há um limite na influência que uma mãe tem sobre o filho. Cria-se os filhos para o mundo, costuma se dizer, e é o mundo quem exerce grande influência negativa sobre uma pessoa. Concordo que o caráter, os princípios e os valores são moldados e estabelecidos em casa, a partir de ensinamentos dos pais, mas passada certa fase há muito pouco que uma mãe pode fazer.
Eu costumo dizer que uma mãe pode erguer um filho, mas também pode estragá-lo de vez. Muitos são os traumas por que a figura materna é responsável, inúmeros são os desvios de comportamento que podem ser atribuídos à uma mãe amalucada. Ainda assim, não acho que uma mãe, em sã consciência, crie os filhos para serem mentirosos, salafrários, magarefes, biltres, canalhas, desonestos, pulhas, trapaceiros, pilantras, ladrões, estelionatários, assassinos. Acho que isso acontece quando o filho adquire certa liberdade de decisão e certa independência de atitudes, mas não sabe o que fazer com as novas ferramentas. Não sei se foi Marx ou Sartre quem disse que o homem é fruto do meio, mas acho que é sim.
Também acho que falta um pronunciamento das mães de Alexandre e Anna Carolina, mas penso que é muito exagerado clamar aos quatro ventos que tudo o que aconteceu é culpa delas.
Postado por Bia às 19:12 2 tartareaders
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Pareto e os livros
Desde o ano passado, a Secretaria Municipal de Cultura promove feiras de troca de livros em parques da cidade. Em 2007, a feira aconteceu em três parques: Carmo, Luz e Ibirapuera e, no total, foram efetuadas 11 mil trocas por 5.100 usuários.
Mais do que a louvável iniciativa da prefeitura, o que chama a atenção nessa notícia são os dados divulgados para apoiá-la. Segundo pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, metade dos livros lidos atualmente não é comprada: as obras são emprestadas, ganhadas ou trocadas. O brasileiro lê uma média de 1,8 livro por ano, enquanto o inglês lê 5 e o francês, 7. 47% dos alfabetizados declaram possuir no máximo dez livros em casa, enquanto 16% da população concentra 73% dos livros (Pesquisa Retrato da Leitura no Brasil/CBL).
Ao que parece, infelizmente o princípio de Pareto - aquele que diz que 20% das causas são responsáveis por 80% das conseqüências - também se aplica às bibliotecas pessoais brasileiras. A aplicação mais comum do princípio 80-20 é na administração de negócios (80% das vendas de uma livraria advém de 20% dos títulos expostos, por exemplo), mas é notável perceber a ocorrência em outras áreas, como a distribuição de renda no País ou a freqüência com que você usa suas roupas (80% do tempo você usa apenas 20% do seu guarda-roupa).
Para fazer parte, ou sair, das estatísticas, confira a programação das próximas Feiras de Troca de Livros e Gibis:
11 de maio
Parque Anhanguera (av. Fortunata Tadiello Natucci, 1.000, Km 24,5 da via Anhanguera, Perus, zona norte)
18 de maio
Parque Cidade de Toronto (av. Cardeal Mota, 84, City América/Pirituba, zona norte)
8 de junho
Parque da Luz (praça da Luz, s/no, Bom Retiro, Centro)
22 de junho
Parque Santo Dias (estr. de Itapecerica, altura do no 4.800, Capão Redondo, zona sul)
Sempre aos domingos, das 10h às 16h.
Postado por Bia às 09:58 2 tartareaders
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Bia.com.br
Acabo de ler em uma das listas de discussão de que participo:
Pessoas físicas podem ter domínios "com.br"
A partir de 1° de maio, pessoas físicas poderão usar o seu CPF para registrar domínios "com.br". Até agora, era necessário possuir um CNPJ.A medida tem dois objetivos.De um lado, o CGIbr reage ao avanço do comércio internacional de domínios genéricos. Ou seja, o CGIbr terá que conviver cada vez mais com uma realidade de concorrência comercial entre os domínios "com.br" e "com". E não bastava apenas possuir um diferencial de identidade nacional (o ".br") e de segurança (uma política mais eficaz de identificação dos donos de domínios e de resolução de conflitos). Por isso, a idéia de permitir que pessoas físicas também tivessem acesso ao registro.Mas, o CGIbr também responde à uma demanda de pessoas físicas que possuem alguma atividade comercial, mas que, por diversos motivos, não dispõem de um CNPJ. Com o crescimento da internet, será cada vez mais comum ver a prestação de serviços por parte de profissionais autônomos, através da rede mundial de computadores. A partir de agora, eles também poderão dispor de um domínio "com.br".
Fonte: http://www.intervozes.org.br/cgi
http://a2kbrasil.org.br/Blog-do-CGIbr
Postado por Bia às 21:51 0 tartareaders
Atendimento nas livrarias
Como ex-vendedora de livros, entrar em qualquer livraria e localizar o que procuro é relativamente fácil para mim, mas entendo que não é o caso da maioria das pessoas.
A Folha de S. Paulo fez um teste para avaliar o atendimento das livrarias paulistanas, publicado na semana passada. Vale a pena ler a reportagem para saber onde ir na sua próxima compra e também para ver cair por terra o mito de que aquela livraria do Conjunto Nacional é a melhor da cidade.
Postado por Bia às 21:13 0 tartareaders
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Crime e castigo
Da Folha de S. Paulo de 23/4:
Juiz solta hackers, mas exige que leiam obras clássicas
por Kátia Brasil
Para conceder liberdade provisória a três jovens detidos sob a acusação de praticar crimes pela internet, um juiz federal do Rio Grande do Norte determinou uma condição inédita: que os rapazes leiam e resumam, a cada três meses, dois clássicos da literatura. As primeiras obras escolhidas pelo juiz Mário Jambo, 49, foram A hora e a vez de Augusto Matraga, conto de Guimarães Rosa (1908-1967), e Vidas Secas, de Graciliano Ramos (1892-1953). Os acusados Paulo Henrique da Cunha Vieira, 22, Ruan Tales Silva de Oliveira, 23, e Raul Bezerra de Arruda Júnior, 30, foram liberados no dia 17, após nove meses presos por envolvimento na Operação Colossus, da Polícia Federal. A operação, deflagrada em agosto de 2007, investiga uma suposta quadrilha que roubava senhas bancárias pela internet.
Ô, dr. Jambo: sei que sua intenção foi das melhores, mas associar literatura à punição não me parece a melhor forma de estimular a leitura no Brasil!
Postado por Bia às 05:50 3 tartareaders
Tartatags:
literatura brasileira,
notícias
terça-feira, 15 de abril de 2008
Uma lágrima para Eduardo Martins
Era só jornalista e foi um jornalista reclamão até o fim. Internado desde o dia 9 no Hospital São Camilo, onde morreu aos 30 minutos deste domingo, vítima de insuficiência respiratória e de um tumor na bexiga, entrou na UTI inconformado com o tamanho do televisor do quarto e falando das colunas que teria de escrever quando tivesse alta.
Natural de Cáceres (MT), Eduardo Martins nasceu em 26 de julho de 1939. Aos 17 anos de idade, começou a trabalhar na Redação do Estado, primeiro fazendo palavras cruzadas como colaborador e, a partir de 1960, sucessivamente como redator, repórter e editor. Aos 68 anos, costumava dizer, com muito orgulho, que esse foi o único emprego de sua vida, uma paixão profissional. Era um especialista em Língua Portuguesa. Autor do Manual de Redação e Estilo, que o Estado lançou em 1990 com grande repercussão, escreveu o livro Com todas as letras: o português simplificado e uma série de seis Resumões da Língua Portuguesa.
fonte: O Estado de S. Paulo
Eduardo Martins é meu colega de trabalho, embora eu nunca o tenha conhecido pessoalmente. Todos os dias ele me ensina um pouco mais sobre como usar meu instrumento de trabalho com correção e clareza. A Língua Portuguesa acaba de perder um de seus maiores entusiastas.
Postado por Bia às 07:31 0 tartareaders
quarta-feira, 26 de março de 2008
Em prol das livrarias independentes
Galeno Amorim, de quem já falei aqui, informa que "a Associação Nacional de Livrarias (ANL) pretende instalar em São Paulo a Casa do Livreiro. Além de abrigar a sede própria, o local deve oferecer cursos de formação de livreiros e capacitação de funcionários de livrarias. Para 2008, a associação quer expandir em 15% o número de associados."
Acho ótima a iniciativa. Não tenho nada contra as grandes redes de livrarias - muito pelo contrário, freqüento-as e até já trabalhei na mais badalada delas -, mas acho que é preciso apoiar as livrarias independentes e incentivar seu crescimento.
Muitos são os fatores que minam o sucesso de uma livraria independente: a política de grandes descontos praticada pelas redes e pelo comércio eletrônico; a localização - a maioria está fora de shoppings e depende de pedestres e do trânsito local; poucos recursos para contratar profissionais qualificados, para citar apenas três.
Por outro lado, é preciso que a pessoa que se disponha a montar uma livraria o faça com plena consciência do trabalho que terá pela frente. O mercado livreiro e editorial não precisa de aventureiros; precisa de gente séria, disposta a trabalhar com afinco e a melhorar o nível cultural de sua comunidade.
Abrir uma livraria só porque é um negócio glamouroso, chic e descolado é rídiculo. Aquele que recebe o fundo de garantia, após ser demitido, e não sabe se abre uma franquia da Casa do Pão de Queijo ou uma livraria também não serve para ser livreiro.
Livro não é sapato, não é camiseta Hering, não é mate com limão. É um produto, sim, que precisa ser vendido com estratégias sérias, desenvolvidas especificamente para o segmento.
Aplausos para a iniciativa da ANL; que seja longeva e bem-sucedida.
Postado por Bia às 14:54 1 tartareaders
Tartatags:
livrarias,
mercado editorial,
notícias
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
O Livro da Vida
Deu no New York Times: cientistas se reúnem para escrever o que o jornal chamou de "Livro das Espécies". A Encyclopedia of Life é um projeto que nasceu em Harvard, mas que já conta com a participação de acadêmicos de várias nacionalidades.
Prevista para ser lançada na próxima quinta-feira, a enciclopédia é um site que compilará informações sobre todos os seres vivos, sobre tudo o que há na natureza. A iniciativa é ousada mas não é inédita. Outros projetos já tentaram catalogar todas as espécies do planeta, sem sucesso.
Esta nova aposta conta com a ajuda da tecnologia para trinufar onde as outras falharam. As maiores bibliotecas de história natural do mundo estão escaneando todo o seu acervo para contribuir com o projeto. A EOL terá inicialmente 30 mil páginas; o conteúdo deve aumentar e alcançar 1,77 milhão de páginas em dez anos.
É impressionante o que a internet pode fazer, se usada com inteligência, não?
Postado por Bia às 11:59 0 tartareaders
Tartatags:
notícias
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Incentivo à leitura
Volta e meia, em conversas e discussões sobre o índice de leitura no Brasil, as pessoas se espantam, se revoltam ou se conformam com o número divulgado em 2001: 1,8 livro per capita por ano.
Postado por Bia às 19:01 3 tartareaders
Tartatags:
literatura,
livrarias,
livros,
notícias
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Sobre o acordo ortográfico
Acabo de postar um texto em que comento como é gostoso ler o português de Portugal. Caso o polêmico acordo ortográfico seja finalmente assinado, essa experiência será um pouco prejudicada.
Ao que parece, não sou só eu quem pensa assim:
Acordo Ortográfico não é necessário, diz Mia Couto
Diário Digital (Portugal) - 11/02/2008
O escritor moçambicano Mia Couto afirmou esta semana à Agência Lusa não haver necessidade de Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Na opinião do autor de O outro pé da sereia, "o acordo ortográfico tem tanta excepção, omissão e casos especiais que não traz qualquer mudança efectiva". O escritor moçambicano rebateu deste modo o angolano José Eduardo Agualusa que, na sua crônica habitual no semanário de Luanda a Capital, defendeu a escolha, por Angola, da ortografia brasileira, caso não venha a ser aplicado o Acordo Ortográfico por "resistência" de Portugal. "Sou grande amigo do Agualusa, mas nesse ponto tenho uma grande divergência", afirmou o escritor, em Lisboa, numa sessão de autógrafos.
Postado por Bia às 20:27 2 tartareaders
Tartatags:
língua portuguesa,
notícias
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Deu no New York Times (1)
Leio, na edição de hoje, que a prestigiada Harvard University colocará em votação, esta semana, um assunto bastante importante e polêmico: publicar, ou não, os trabalhos científicos de seus professores gratuitamente na internet.
A favor da medida está o fato de que, embora a decisão afete apenas a universidade americana, é um exemplo que poderia ser seguido por outras instituições. A iniciativa, se acatada, proporcionaria acesso à pesquisa e material universitário, a custo zero, para um grande número de pessoas. Ainda, os autores manteriam os direitos autorais pelos textos e poderiam publicá-los em qualquer revista especializada ou editora que quisessem.
Contra a medida está o argumento de que o mercado editorial seria prejudicado com a diminuição de material a ser publicado. Isso poderia, em última instância, afetar os subsídios destinados a treinamento de professores e patrocínio de congressos. Ainda, há o medo da banalização dos trabalhos, que chegariam à internet tão rapidamente quanto um vídeo amador com as últimas peripécias de Britney Spears.
Acho que os temores de quem é contra são exagerados. A indústria das editoras especializadas não vai acabar; terá apenas que se adaptar às novas condições. Vou ficar de olho na mídia para saber no que vai dar essa discussão.
Postado por Bia às 14:55 0 tartareaders
Tartatags:
mercado editorial,
notícias
sábado, 19 de janeiro de 2008
Uma lágrima para Brad Renfro
Ele morreu na terça-feira, dia 15, mas eu só li a notícia hoje.
A primeira vez que eu o vi foi em O cliente, de Joel Schumacher. Baseado no livro homônimo de John Grisham, conta a história de Mark, um garoto que testemunha o assassinato de um advogado da Máfia. Para se proteger, ele contrata a advogada Reggie Love, interpretada por Susan Sarandon, que vai ajudá-lo a denunciar os culpados para o promotor Roy Foltrigg, papel de Tommy Lee Jones. Brad Renfro tinha só 12 anos quando o filme foi lançado, em 1994.
Depois disso, ele fez parte de um filme que conta a história de quatro amigos que moram em Hell's Kitchen, um dos bairros mais pobres de Nova York. Em Sleepers, Brad Renfro interpreta Michael Sullivan quando jovem, o mesmo personagem que, ao envelhecer, coube a Brad Pitt. O filme, de 1996, tem no elenco Robert de Niro, Dustin Hoffman, Minnie Driver, Jason Patric e Kevin Bacon. O filme é forte, não é recomendado para os puros de coração, mas é um dos meus preferidos.
Outro filme de que me lembro é O aprendiz. Conta a história de um jovem que descobre que seu vizinho, interpretado por Ian McKellen, foi um oficial nazista. Em vez de denunciá-lo às autoridades, o garoto faz com que o velho conte as histórias da época da guerra e dos campos de concentração. Essa convivência afeta a personalidade dos dois. O longa é baseado na novela Apt Pupil, escrita por Stephen King e que integra o livro Different Seasons (de onde também saíram as histórias que inspiraram os filmes Um sonho de liberdade e Conta comigo).Postado por Bia às 14:54 3 tartareaders
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
O que pensa o paulistano
Ouço no CBN São Paulo, programa apresentado pelo Milton Jung, a notícia de que o IBOPE fez uma pesquisa no início de janeiro acerca do que pensam os paulistanos sobre a cidade em que vivem.
Eis o que foi perguntado:
1. Com transporte público melhor você deixaria seu carro em casa?
2. Existe muita corrupção na capital paulista?
3. Tem ronda policial próximo da sua casa?
4. Já votou em conselhos municipais?
5. Sabia que existem 31 subprefeituras?
6. Você sente orgulho de morar em São Paulo?
Depois de pensar um pouco, respondo que:
1. Com certeza! Não me importo de andar de ônibus ou metrô e, em certas ocasiões, até prefiro, mesmo que a viagem demore mais tempo. Levo um livro ou me distraio com a paisagem, matutando posts para o Casco.
2. Acho que sim. No setor público, tudo o que sei é o que ouço no rádio, nunca fui vítima de extorsão. No setor privado, bom, aí é diferente... Já vi muita coisa feia.
3. Sim.
4. Não. E, correndo o risco de ser tachada de alienada, eu pergunto: onde acontecem e para que servem?
5. Sim
6. Muito, muito. Não é uma cidade fácil, não são pessoas fáceis, mas ainda acredito que as vantagens superam imensamente as agruras.
E vocês?
Postado por Bia às 11:38 3 tartareaders
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Oligopólio
Abaixo estão três dessas notícias, recortadas do Publishnews, que foram publicadas nos últimos cinco dias. Oligopólio, segundo o Houaiss, é um termo de economia que significa “situação de mercado em que poucas empresas detêm o controle da maior parcela do mercado”. Tirem suas próprias conclusões...
90 milhões de euros e mil livros: Novo império editorial
Apetite incontrolável
Mercado editorial ganha nova holding
Postado por Bia às 20:21 0 tartareaders
Tartatags:
mercado editorial,
notícias

