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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Uma vírgula!

A vírgula pode ser uma pausa... ou não.

Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo!


(Recebi o texto do meu amigo e colega de agruras supervarejistas, Felipe Marques, a quem agradeço e para quem prometo prestar mais atenção nas ditas-cujas! Beijos, Fê.)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Sobre o acordo ortográfico

Acabo de postar um texto em que comento como é gostoso ler o português de Portugal. Caso o polêmico acordo ortográfico seja finalmente assinado, essa experiência será um pouco prejudicada.

Ao que parece, não sou só eu quem pensa assim:

Acordo Ortográfico não é necessário, diz Mia Couto
Diário Digital (Portugal) - 11/02/2008

O escritor moçambicano Mia Couto afirmou esta semana à Agência Lusa não haver necessidade de Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Na opinião do autor de O outro pé da sereia, "o acordo ortográfico tem tanta excepção, omissão e casos especiais que não traz qualquer mudança efectiva". O escritor moçambicano rebateu deste modo o angolano José Eduardo Agualusa que, na sua crônica habitual no semanário de Luanda a Capital, defendeu a escolha, por Angola, da ortografia brasileira, caso não venha a ser aplicado o Acordo Ortográfico por "resistência" de Portugal. "Sou grande amigo do Agualusa, mas nesse ponto tenho uma grande divergência", afirmou o escritor, em Lisboa, numa sessão de autógrafos.