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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Uma lágrima para Ira Levin

Fonte: Folha Online - 13/11/2007 - por Associated Press, em Nova York (Publishnews)

O escritor Ira Levin, autor de obras como Mulheres perfeitas (Bertrand do Brasil) e O filho de Rosemary (Record) morreu no último dia 13, aos 78 anos, conforme informou Phyllis Westberg, seu agente. Levin sofreu um ataque cardíaco em seu apartamento em Nova York. O escritor cresceu na cidade. O pai trabalhava com brinquedos e queria que o filho seguisse o mesmo caminho. No entanto, aos 15 anos, Levin decidiu que seria escritor. Ele trabalhou como roteirista de TV, e ganhou com seu primeiro romance, A kiss before dying, o prêmio Edgar Allan Poe em 1953.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Uma lágrima para Sidney Sheldon

Notícia publicada hoje, 31/01/2007, 02h20, no site Terra:

Sidney Sheldon, um dos escritores mais produtivos da literatura americana contemporânea, morreu nesta terça-feira, aos 89 anos, devido a complicações causadas por uma pneumonia, anunciaram fontes próximas à sua família.

A morte de Sheldon, que ganhou um prêmio Emmy pela série de TV Jeannie é um gênio e começou a escrever romances aos 50 anos, após bem-sucedida carreira como roteirista, ocorreu no Centro Médico Eisenhower, em Los Angeles, segundo o seu agente, Warren Cowan. Junto ao leito estavam sua mulher, Alexandra, e sua filha Mary, quem também é escritora, acrescentou.

Sheldon foi um dos primeiros escritores americanos a usar em seus romances, cheios de suspense, emoção e sensualidade, elementos das atuais séries de televisão. Entre suas obras estão títulos como A ira dos anjos, O Outro Lado da Meia-Noite e Se Houver Amanhã, e outras que foram adaptados para o cinema e a televisão.

"Escrevo meus romances de modo que quando o leitor termina um capítulo, tem que ler o outro. É a técnica das séries de televisão, de deixar ao leitor pendurando no abismo", explicou, em entrevista concedida em 1982.

Nascido em 17 de fevereiro de 1917, em Chicago, Sheldon começou a escrever ainda criança, especialmente poemas. Vendeu o primeiro por US$ 10, quando tinha 10 anos. Chegou a Hollywood aos 17 anos e iniciou sua carreira com a leitura de roteiros para os estúdios Universal.

Depois da Segunda Guerra Mundial, na qual foi piloto da Força Aérea, mudou-se para Nova York, onde escreveu e editou musicais para a Broadway. O sucesso com obras como A Viúva Alegre e Redhead que lhe valeu um prêmio Tony, levou Sheldon de volta a Hollywood, onde escreveu o roteiro de The Bachelor and the Bobbysoxer (1947), com Cary Grant, Myrna Loy e Shirley Temple, e recebeu o Oscar.

Sheldon nunca foi um escritor elogiado pelos críticos, que não encontraram méritos literários em suas obras. No entanto, ele se orgulhava da autenticidade de seus romances e afirmava que escrevia sempre sobre o que tinha experimentado na própria carne.

"Se falo de um jantar na Indonésia é porque estive ali e comi do que falo. Não acho que um possa enganar o leitor", disse, numa entrevista, em 1987.

Sheldon considerava o romance o seu meio preferido de expressão. "Adoro escrever livros. Quando escrevo, gozo de uma liberdade que não existe em nenhum outro meio", explicou.

Sidney Sheldon foi um divisor de águas na minha leitura. Foi por meio dos seus livros que deixei de ler aventuras juvenis e mergulhei na literatura adulta, quando tinha uns 12, 13 anos. Pouco tempo depois, com 15 anos, comprei meu primeiro pocket book em inglês, para treinar a leitura e aumentar o vocabulário e adivinhem o escolhido? Ele, lógico. Comprei Master of the Game, que em português foi publicado como O Reverso da Medalha, livro que li e reli à exaustão.

Sempre muito esculhambado pela crítica, Sidney Sheldon foi um grande contador de histórias. Sabia combinar uma família desajustada com disputas por herança e traições profissionais e acrescentar mortes mal explicadas e finais felizes como poucos.

Os últimos livros, achei bem fraquinhos em comparação a obras como Se Houver Amanhã e A Ira dos Anjos. Mas nem por isso meu apreço e meu carinho por ele diminuíram.

Ainda busco, como objetos de desejo, edições encadernadas em inglês das obras mais antigas, publicadas nos anos 80. É difícil, eu sei, mas não desisto.

Obrigada, Mr. Sheldon, meu hábito/vício de leitura agradece a sua influência.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Uma lágrima


Quem lê jornal todo dia, já está (infelizmente) acostumado a micronotícias que reportam mortes estúpidas, descritas de forma banal.
No jornal de hoje, talvez uma dessas pílulas condensadas de violência tivesse a seguinte redação:
" O mecânico de automóveis Manolo foi assassinado na tarde de ontem, durante um assalto a sua oficina, localizada no bairro paulistano de Santana.
Os criminosos, três motoqueiros armados, seguiram a esposa da vítima, que voltava do banco, e renderam o casal e filho dentro do imóvel.
A família reagiu e, na briga pela arma, Manolo perdeu a vida."
Manolo, tão querido entre todos os membros do Alfa Romeo Clube e outros tantos automobilistas apaixonados, será sempre lembrado, por vezes pranteado, mas nunca esquecido.