Para quem se interessou, anote: Castle, quartas às 22h, no AXN.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Castle, nova série do AXN
Para quem se interessou, anote: Castle, quartas às 22h, no AXN.
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Eu acredito em concurso de miss
Quando eu era criança, o concurso de Miss Brasil era transmitido pelo SBT – acho que na época o canal se chamava TVS. Lembro-me de assistir às cerimônias com minhas primas, nas casa de minha avó paterna, de ficar torcendo pela Miss São Paulo, de fazer lista das que achávamos mais bonitas e de ficar pichando as, vamos dizer, menos dotadas de atributos estéticos. Minha prima mais velha poderia, fácil, ter sido miss. Mas eram só sonhos.
O último concurso daqueles tempos a que me lembro de ter assistido foi o de 1986. Eu estava em Belo Horizonte, num quarto de hotel, com meu irmão, minhas duas primas e o pai delas, santo tio Sérgio, que recebera a pesada incumbência de cuidar de nós naquela noite infindável. Horas antes, recebêramos um telefonema de São Paulo: meu avô, pai do meu pai, tivera um enfarte. Eu tinha 11 anos, não sabia o que era enfarte. Sabia que era sério, mas, até aí, o que é sério para uma garota dessa idade? Já era noite, meu pai, minha mãe e minha tia embarcaram em um avião o mais depressa possível e nós seguiríamos de carro, com meu tio, na manhã seguinte. Tentávamos nos distrair com vestidos, trajes típicos, desfiles e respostas sem sentido, mal sabendo que meu avô não resistira ao quinto ataque do coração e já estava morto. Foi o ano em que Deise Nunes foi eleita Miss Brasil. Nunca me esqueci.
Com o tempo, os concursos de miss foram perdendo popularidade e quase desapareceram da programação. Muitos anos depois do quarto em BH, quase vinte, eu estava na casa da praia, onde não tem NET e, se quisermos ver TV, somos condenados a assistir à riquíssima (é sarcasmo, bien entendu) programação de sábado à noite na tv aberta, quando a Bandeirantes anunciou a transmissão do Miss Universo (ou Miss Mundo, ou Miss Beleza Internacional, não me lembro bem). Fiquei radiante! Enfim, os concursos de miss tinham retomado seu charme original.
Não foi sem uma nota de desapontamento que reparei que as misses, apesar de muito bonitas, eram todas muito magrelas, muito peitudas, todas com o nariz perfeito, de dar inveja a Cleópatra. Lógico, o que esperava eu em tempos de frenéticos bisturis e academias escravizantes? Não foi o suficiente, no entanto, para abalar minha alegria de, novamente, assistir aos desfiles de vestidos glamurosos, trajes típicos estilizados e as mesmas respostas sem sentido.
No ano passado, mais uma vez, coloquei-me em frente à TV e me preparei para assistir ao Miss Universo. Conforme a cerimônia avançava, eu torcia por Natália Guimarães e a via chegar cada vez mais perto da coroa. Quando a Miss Brasil ficou entre as cinco finalistas, depois entre as quatro, as três, entre as duas!, eu quase não acreditei. Será que tinha chegado finalmente o dia em que eu veria a coroação de uma Miss Universo brasileira? Eu crescera ouvindo falar em Martha Rocha, Ieda Maria Vargas, Adalgisa Colombo, mas não as tinha visto desfilar, no auge da beleza. Nos segundos antes de o locutor anunciar a vencedora, eu voltei a ter 11 anos. Durou pouco, e minha esperança foi exterminada por uma japonesa feiosa num vestido deslumbrante.
Se alguém quiser (re)ver a causa do meu desconsolo:
Natália Guimarães, estupenda, e a japonesa sem graça
No domingo passado, foi realizada a edição 2008 do Miss Universo. Eu não assisti. Acho que fiquei traumatizada, descrente de que possamos chegar tão perto do cetro cintilante como em 2007. Pode parecer piegas, cafona, mas eu gosto de concurso de miss. Mais: eu acredito neles. Só preciso de um tempo para me recuperar do trauma sofrido no ano passado e me reconciliar com esse evento que, como vocês perceberam, já se tornou parte da minha memória afetiva.
Postado por Bia às 22:48 3 tartareaders
terça-feira, 6 de maio de 2008
Que é cult?
Parece que esses ingleses são tão loucos por listas quanto eu!
Primeiro, foi a lista da biblioteca perfeita.
Agora, o Daily Telgraph, de Londres, compilou a lista dos 50 livros mais cult de todos os tempos. Vale tudo, desde ficção científica até puericultura, de memórias de guerra a pseudofeminismo.
Segundo o jornal, livro cult é aquele que muda o seu pensamento, a sua atitude, o seu comportamento, a sua vida, enfim. A minha lista tem nomes que, para alguns, são velhos conhecidos - integram as dicas para a Laura -, como O menino no espelho e O encontro marcado, ambos de Fernando Sabino, mas também tem títulos recentes como A oficina do escritor, de Nelson de Oliveira, que me mostrou novas perspectivas sobre o ato de escrever e novas formas de pensar a literatura.
Como sou uma pessoa extremamente visual - costumo transformar em imagem qualquer coisa que leio, qualquer história que ouço, certas cenas ficam entalhadas na minha mente -, há também filmes que fazem parte do meu mundinho cult, como Possessão e De caso com o acaso, Antes do amanhecer e Antes do pôr-do-sol, Closer - que serviu de inspiração para outro post - e Um beijo a mais, só para citar alguns longas mais recentes.
Música também é cult. Os discos Brotherhood (New Order), Black Celebration (Depeche Mode), Invisible Touch (Genesis) e The Joshua Tree (U2) são clássicos pessoais. Séries de TV também, como a amalucada Twin Peaks ou a histriônica Ally McBeal.
Adoraria saber o que vocês consideram cult...
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domingo, 20 de janeiro de 2008
Bia no Homem Nerd
Postado por Bia às 22:45 4 tartareaders
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
TV shows
E quem leu o Estadão desse domingo conferiu no caderno de lazer a cobertura das estréias das séries exibidas em tv a cabo.
A reportagem é bacana e dá dicas sobre quais programas dos canais Warner, Sony, AXN, Fox e Universal prometem ter vida longa e quais deverão ser mais efêmeros que a vida das drosófilas.
En avant, o site Homem Nerd já tinha feito a resenha dos primeiros episódios aqui logo após a exibição!
Postado por Bia às 13:10 3 tartareaders
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Especial Seriados no Homem Nerd
Clique aqui para ler a cobertura completa da temporada de estréias dos canais Sony e Warner.
A equipe do Homem Nerd preparou resenhas exclusivas para guiar você nesse intrincado mundo da TV. É, ué, o que vocês pensam? Tem comédia, tem drama, tem aventura, é muita coisa acontecendo! Mas, não se preocupe, nós fizemos o sacrifício e assistimos por você!
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Uma lágrima para Sidney Sheldon
Sidney Sheldon, um dos escritores mais produtivos da literatura americana contemporânea, morreu nesta terça-feira, aos 89 anos, devido a complicações causadas por uma pneumonia, anunciaram fontes próximas à sua família.
A morte de Sheldon, que ganhou um prêmio Emmy pela série de TV Jeannie é um gênio e começou a escrever romances aos 50 anos, após bem-sucedida carreira como roteirista, ocorreu no Centro Médico Eisenhower, em Los Angeles, segundo o seu agente, Warren Cowan. Junto ao leito estavam sua mulher, Alexandra, e sua filha Mary, quem também é escritora, acrescentou.
Sheldon foi um dos primeiros escritores americanos a usar em seus romances, cheios de suspense, emoção e sensualidade, elementos das atuais séries de televisão. Entre suas obras estão títulos como A ira dos anjos, O Outro Lado da Meia-Noite e Se Houver Amanhã, e outras que foram adaptados para o cinema e a televisão.
"Escrevo meus romances de modo que quando o leitor termina um capítulo, tem que ler o outro. É a técnica das séries de televisão, de deixar ao leitor pendurando no abismo", explicou, em entrevista concedida em 1982.
Nascido em 17 de fevereiro de 1917, em Chicago, Sheldon começou a escrever ainda criança, especialmente poemas. Vendeu o primeiro por US$ 10, quando tinha 10 anos. Chegou a Hollywood aos 17 anos e iniciou sua carreira com a leitura de roteiros para os estúdios Universal.
Depois da Segunda Guerra Mundial, na qual foi piloto da Força Aérea, mudou-se para Nova York, onde escreveu e editou musicais para a Broadway. O sucesso com obras como A Viúva Alegre e Redhead que lhe valeu um prêmio Tony, levou Sheldon de volta a Hollywood, onde escreveu o roteiro de The Bachelor and the Bobbysoxer (1947), com Cary Grant, Myrna Loy e Shirley Temple, e recebeu o Oscar.
Sheldon nunca foi um escritor elogiado pelos críticos, que não encontraram méritos literários em suas obras. No entanto, ele se orgulhava da autenticidade de seus romances e afirmava que escrevia sempre sobre o que tinha experimentado na própria carne.
"Se falo de um jantar na Indonésia é porque estive ali e comi do que falo. Não acho que um possa enganar o leitor", disse, numa entrevista, em 1987.
Sheldon considerava o romance o seu meio preferido de expressão. "Adoro escrever livros. Quando escrevo, gozo de uma liberdade que não existe em nenhum outro meio", explicou.
Sempre muito esculhambado pela crítica, Sidney Sheldon foi um grande contador de histórias. Sabia combinar uma família desajustada com disputas por herança e traições profissionais e acrescentar mortes mal explicadas e finais felizes como poucos.
Os últimos livros, achei bem fraquinhos em comparação a obras como Se Houver Amanhã e A Ira dos Anjos. Mas nem por isso meu apreço e meu carinho por ele diminuíram.
Ainda busco, como objetos de desejo, edições encadernadas em inglês das obras mais antigas, publicadas nos anos 80. É difícil, eu sei, mas não desisto.
Obrigada, Mr. Sheldon, meu hábito/vício de leitura agradece a sua influência.
Postado por Bia às 10:07 6 tartareaders
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