... por ora.
Peço desculpas se alguém por aí estava acompanhando meus posts e resenhas sobre uma das séries de livros mais comentadas do momento, mas eu preciso de um tempo.

... por ora.

Postado por Bia às 23:25 0 tartareaders
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Terminei ontem de ler Eclipse, o terceiro livro da saga Crepúsculo, de que comentei aqui. Tinha terminado de ler Lua Nova, o segundo volume, na semana passada e agora só falta o desfecho, Breaking Dawn.
Se quiser saber o que eu achei, é só seguir os links aí de cima para as resenhas no Homem Nerd.
Postado por Bia às 16:46 0 tartareaders
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Dennis Lehane, o fofo Dennis Lehane, surpreende de novo.
Agora, ele acaba de lançar The Given Day, thriller épico que se passa em Boston no começo do século 20. Lehane é um excelente contador de histórias e só posso imaginar que o livro seja tão bom quanto todas as críticas que li até agora afirmam. Só que, infelizmente, das duas, uma: ou pago os olhos da cara e compro a edição capa dura em inglês ou espero a boa vontade da Companhia das Letras de publicar o livro. Só que para isso a editora terá de pensar em outro projeto gráfico porque, definitivamente, esse livro não se encaixa na série policial que publica.Postado por Bia às 05:55 0 tartareaders
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Terminei anteontem de ler Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Eu tinha começado a leitura na semana passada e, confesso, demorou um pouco mais do que eu imaginei por duas razões: muito trabalho e pouca empolgação. Explico.
Em breves palavras, posso dizer que o livro deixou um pouco a desejar, frustrando um pouco minhas expectativas. Por ter feito tanto sucesso nos Estados Unidos, eu esperava uma história mais empolgante, que me cativasse, atraísse minha atenção desde a primeira página, o que durou instantes efêmeros.
Depois de virar a última página, pus-me a pensar sobre a narrativa e em como a autora se deteve demasiado na apresentação e caracterização dos personagens. Desconfio que, quando estava escrevendo Crepúsculo, Stephenie Meyer já imaginava uma série de livros, o que justifica em parte a falta de ação. Em parte, vejam bem.
A seqüência do jogo de beisebol entre os familiares de Edward é absolutamente dispensável. Na verdade, enquanto digitava a frase anterior, a palavra quadribol passou pela minha mente como um raio (ou como um pomo de ouro, se preferirem). Não posso evitar de pensar que a maioria dos escritores de livros juvenis está tentando preencher o vazio que J.K. Rowling deixou quando resolveu encerrar sua série com Harry Potter e as Relíquias da Morte.
De qualquer forma, estou ansiosa pelo lançamento de Lua Nova, que será no próximo sábado na Saraiva Megastore do Shopping Morumbi, com direito a participação de fã-clubes e tudo. Vou cobrir o evento para o Homem Nerd e conversar com o pessoal da editora para saber o que mais vem por aí.
P.S. As capas dessa série são deslumbrantes de tão simples.
Postado por Bia às 21:05 0 tartareaders
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Em uma das inúmeras newsletters que recebo sobre o mercado editorial, li que o manuscrito de Midnight Sun, o quinto livro de uma série escrita por Stephenie Meyer, foi parar na internet.
O desgosto foi tanto que a autora resolveu abandonar o livro, pelo menos por ora, e se dedicar a outros projetos. A notícia ressaltava que os fãs estavam desesperados com a possibilidade de não saberem o desfecho da história iniciada em Twilight e que continuou em New Moon, Eclipse e Breaking Dawn.
Eu nunca tinha ouvido falar na autora ou nos livros. Pesquisando, descobri que a série está arrasando quarteirões nos Estados Unidos e que um filme baseado em Twilight será lançado aqui no Brasil em dezembro. Pesquisando um pouco mais, descobri que Twilight foi publicado recentemente pela editora Intrínseca com o título Crepúsculo.
Porque a equipe do Homem Nerd, inspirada pela história de Stephenie, pretende cobrir os eventos de lançamento do segundo livro da série, Lua Nova, no dia 4 de outubro, além de organizar um especial sobre vampiros até o fim do ano, resolvi ler Crepúsculo para descobrir por quem batem os corações dos adolescentes órfãos de Harry Potter.
E, devo reconhecer, batem por Isabella Swan e Edward Cullen, o casal adolescente protagonista do livro. Em poucas páginas, já estou completamente envolvida com a história. Não sei se são ecos nostálgicos do vampirismo romântico de Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987) ou do charme de Angel, o objeto do desejo da caça-vampiros no seriado de TV Buffy (1997), mas o fato é que a história já me cativou.
Vou contando mais conforme minha leitura avançar.
Postado por Bia às 23:28 0 tartareaders
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Helene Hanff era uma escritora americana que, em 1949, tinha dificuldade para encontrar os livros por que procurava em Nova York, onde morava. Após ler o anúncio da Marks & Co em um jornal literário, ela passou a fazer suas encomendas nessa livraria de novos e usados localizada em Londres. As cartas trocadas entre Helene e o gerente da livraria, Frank Doel, de 1949 até 1968, foram reunidas em um fofo livro, publicado em 1971 (em 1988, no Brasil) e transformado em filme em 1987.

P.S. Cito, com esse post, a lembrança de duas pessoas de quem gosto muito: Elzinha, que me emprestou o livro há muitos anos (acho que ela nem se lembra!), e Will, companheiro da minha época de vendedora, que adorava essa história e recomendava o livro para todo o mundo. Beijos aos dois!
Postado por Bia às 10:45 2 tartareaders
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A editora americana Random House dá mais um passo em sua nova estratégia de marketing.
Até a meia-noite de hoje, o texto integral de Beautiful Children, romance de estréia de Charles Bock, está disponível para download aqui.
A história gira em torno do desaparecimento de Newell Ewing, de 12 anos, em Las Vegas. Os pais do garoto não sabe o que aconteceu com ele. Enquanto eles lidam com o mistério, a ausência e a ignorância, vemos que as circunstâncias do sumiço de Newell e outros acontecimentos da mesma noite estão interligados e afetam a vida de pessoas que, à princípio, nada têm em comum.
O livro tem recebido elogios. Já peguei a minha cópia, mas ainda não comecei a ler. Assim que eu terminar, comento por aqui.
Postado por Bia às 07:32 0 tartareaders
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A primeira pessoa que me falou sobre Ernest Hemingway foi minha mãe. Eu era adolescente quando ela me contou que tinha lido O velho e o mar naquela mesma fase de vida, e tinha ficado encantada. Muitos anos mais tarde, minha mãe foi a Key West e saboreou um mojito em homenagem a um dos maiores escritores americanos, mas essa já é outra história.
Hemingway lutou na Primeira Guerra, morou em Paris, escreveu sobre touradas e a Guerra Civil Espanhola, ganhou um prêmio Nobel e se matou com um tiro de espingarda. O resumo é cru, mas creio que assim também foi a vida do autor.
Em In our time, primeiro livro de contos que ele escreveu, publicado em 1924, as histórias são entremeadas por interchapters, textos curtos e independentes.
O "Interchapter VII" diz assim:
While the bombardment was knocking the trench to pieces at Fossalta, he lay very flat and sweated and prayed oh jesus christ get me out of here. Dear jesus please get me out. Christ please please please christ. If you’ll only keep me from getting killed I’ll do anything you say. I believe in you and I’ll tell every one in the world that you are the only one that matters. Please please dear jesus. The shelling moved further up the line. We went to work on the trench and in the morning the sun came up and the day was hot and muggy and cheerful and quiet. The next night back at Mestre he did not tell the girl he went upstairs with at the Villa Rossa about Jesus. And he never told anybody.
Não vou fazer uma análise completa do conto, mas alguns pontos merecem destaque.
Hemingway trabalha com a ambientação a partir de palavras-chave em lugar de descrever o local. “Bombardment” (=bombardeio), “trench” (=trincheira) e “shelling” (algo como rajada de metralhadoras) sugerem que a história se passa durante uma guerra e que o personagem é um soldado.
Percebe-se que, no começo do conto, o personagem, desesperado, implora por misericórdia e reza a um deus a quem não mostra respeito: “jesus” e “christ” estão escritos em minúsculas, o que causa estranheza a principio, mas que logo se explicará. Na parte final, vemos que as promessas do personagem não passaram de palavras de ocasião. Tão logo ele escapa do bombardeio, ele esquece as juras e se entrega ao prazer com uma mulher da Villa Rossa.
O contraste notável entre o começo e o fim do conto acentua-se mais ainda quando destacamos dois segmentos do texto: “getting killed” e “the sun came up”. A idéia de morrer contrapõe-se à idéia de renascimento, simbolizada pelo sol. O dia quente, alegre e silencioso, que nasce após o bombardeio, apaga o terror e o desespero experimentados pouco antes.
Outros textos de Hemingway falam sobre a guerra e a violência, como Adeus às armas (A Farewell to Arms, 1929) e Por quem os sinos dobram (For Whom the Bells Toll, 1940). Os textos também falam do amor, embora sem romantismos, em linguagem simples e clara.
Para quem quiser testar os conhecimentos sobre Ernest Hemingway, tem um teste aqui.
Postado por Bia às 14:34 4 tartareaders
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