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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Portugal Telecom

Saiu o resultado da primeira peneira do Prêmio Portugal Telecom, dedicado à literatura de língua portuguesa, que distribui 150 mil reais para os três primeiros colocados.


Entre os brasileiros dos 51 livros selecionados pelo Júri Inicial, estão Ódio Sustenido, de Nelson de Oliveira, Conspiração de Nuvens, de Lygia Fagundes Telles, e Histórias de Literatura e Cegueira, de Júlian Fuks. Entre os não-brasileiros, As Mulheres de Meu Pai, do angolano José Eduardo Agualusa, e Longe de Manaus, de Francisco José Viegas.
Agora é esperar até setembro para saber quem seram os top 10.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O que as mulheres esperam do amor

É segunda-feira, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista 509, esquina com a R. Manoel da Nóbrega, ao lado do Metrô Brigadeiro), a conversa sobre as mulheres e o amor.

O assunto me interessa muito, observadora da psiquê humana que pretendo ser.

Ontem, após o bate-papo com Nelson de Oliveira na Livraria Sobrado, eu estava no Bar do Giba com duas das mulheres que mais respeito neste mundo: minha mãe e minha madrinha.

O que conversávamos era justamente o que quer a mulher de hoje. Longe de nós querermos ser especialistas no assunto. Apenas trocávamos impressões sobre o que vemos por aí.

Todo mundo quer um amor. Ponto. Pacífico, aliás. Nunca ouvi ninguém dizer com convicção que quer/gosta/pretende ficar sozinho. Lógico que, às vezes, o outro é tão détraqué que é melhor ficar sozinha, mas essa é outra história. Muito bem. Então, você se esforça, dá a cara para bater, faz a trezena de Santo Antônio e, finalmente, o seu amor chega e você fica toda feliz. E depois?

Depois, você não sabe o que fazer. Passou tanto tempo se preparando para o dia da chegada do amor, mas não pensou no que fazer no dia seguinte. Gente, relacionamento dá trabalho, requer dedicação (não se iludam, não tive tantos homens assim, não sou nenhuma expert, falo apenas sobre o que vivencio).

Tem de mimar o bofe, tem de se arrumar. Tem de aguentar os gases do fofo, os porres do fofo. Tem de ser simpática com a mãe do amado, com o chefe, com a secretária, com a estagiária. Tem de agüentar o churrasco com os amigos no fim de semana, o jogo de futebol na quarta-feira, o happy hour com o departamento comercial na segunda-feira.

Tem de dar duro no trabalho. Tem de suportar as manias do chefe, as broncas, as amantes do chefe. Tem de sorrir para a gerente de Compras, para a tia do café, para o contínuo, para a assessora de Imprensa, para o manobrista do estacionamento.

Tem de ir ao supermercado, à farmácia, ao sacolão, posto de gasolina, à floricultura. Comprar orgânicos, reciclar lixo, economizar água.

O que eu acho (e já vou parando o texto por aqui antes que me atirem pedras por ser machista ou me mandem queimar sutiãs e me tornar feminista) é que não dá para ter tudo. Ou melhor, não dá para cuidar de tudo com a mesma dedicação. Não dá para ser executiva top/esposa amorosa/mãe exemplar, tudo ao mesmo tempo, tirando nota 10 com louvor.

Mulheres como a minha mãe e minha madrinha fizeram uma escolha: família em lugar da carreira. Se estavam certas ou não, eu não sei. O que sei é que elas são tão bem-sucedidas quanto o Steve Jobs. Pode parecer radical, mas, de todas as mulheres entre 30 e 45 anos que conheço, eu conto nos dedos da mão (esquerda?) do Lula quantas têm o respeito dos filhos, a admiração do marido e a auto-estima no lugar certo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Encontro com Nelson de Oliveira

A Livraria Sobrado dá prosseguimento à sua programação de eventos com a continuação do ciclo "Letras na Sobrado", com o objetivo de promover o encontro de escritores brasileiros com os leitores, para um bate-papo informal sobre literatura e suas obras, em Moema. O ciclo iniciou-se mês passado com a presença de Marcelino Freire.

O próximo convidado é Nelson de Oliveira, cujo A Oficina do Escritor, publicado recentemente pela Ateliê, é um dos mais agradáveis livros de ensaios sobre leitura e escrita que já vi.

A gente se vê lá.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Literatura na Mantiqueira

E o Festival Literário de São Francisco Xavier foi uma grata surpresa. Fomos en petit comite passar o sábado nas montanhas, entre letras, livros, literatura e loucos (reparem no post aliterando em L).

Letras, muitas, espalhadas por toda a cidade. A organização do evento decorou a praça, o coreto (sim, tinha um coreto!) e os jardins com letra e mais letras de madeira, fincadas na terra, penduradas em paredes, uma graça.

Livros, havia para todos os gostos. A Saraiva montou uma tenda para vender os títulos escritos pelos autores convidados para os debates e também os textos de gente como Nelson de Oliveira, Andrea Del Fuego, Pietroforte e Adriana Lisboa, todos (salvo engano meu) recomendados por Marcelino Freire, responsável pela oficina literária para estudantes. Comprei Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios, de Marçal Aquino, Bandidos e mocinhas, de Nelson Motta, e Ódio sustenido, de Nelson de Oliveira.

Literatura foi o assunto do dia. O primeiro debate a que assisti foi o Diálogos Literatura e Cinema, com Suzana Amaral (a diretora de A Hora da Estrela e Uma Vida em Segredo), Moacyr Scliar (autor de A Mulher que Escreveu a Bíblia) e ele, a razão da minha viagem, Marçal Aquino. O mediador foi Cunha Jr., apresentador do programa Metrópolis, da TV Cultura, e host oficial do evento. Marçal esteve ótimo, irascível mas adorável, conquistando toda a platéia com opiniões seguras e independentes. Suzana Amaral foi surpreendente e Moacyr Scliar, decepcionante. Ouvir um membro da Academia Brasileira de Letras dizer que "livro bom é livro sem diálogo" foi o fim da picada.

O segundo debate foi o Diálogos Literatura e Bossa Nova. Falou-se muito mais sobre música que sobre literatura, apesar da presença de Zuenir Ventura, mas nem poderia ter sido diferente, considerando que os outros componentes da mesa foram Nelson Motta (que, imagino, dispensa apresentações) e Fernanda Takai (a vocalista da banda mineira Pato Fu, que lançou um álbum solo só com regravações de Nara Leão).

E os loucos? Bom, estavam na platéia: gente que demora cinco minutos para fazer uma pergunta porque acha que precisa contextualizar e contar a história do pai; gente que afirma que a bossa nova acabou em 1966 e leva um fora do Nelson Motta, que estava lá e viveu a época; gente que fala "grandiloqüência" e "ideologização", mas não consegue fazer uma pergunta interessante; gente que acha que o cinema brasileiro só fala de miséria e de "coisas deprimentes" e que Nelson Rodrigues é "agressivo" e ainda tem coragem de falar isso em voz alta, na frente do Marçal.

No fim das contas, saldo mais que positivo: passei o dia com amigos queridos, assisti a debates bastante interessantes e ganhei autógrafos do Nelson e do Marçal.

No ano que vem, vou de novo.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Que é cult?

Parece que esses ingleses são tão loucos por listas quanto eu!

Primeiro, foi a lista da biblioteca perfeita.

Agora, o Daily Telgraph, de Londres, compilou a lista dos 50 livros mais cult de todos os tempos. Vale tudo, desde ficção científica até puericultura, de memórias de guerra a pseudofeminismo.

Segundo o jornal, livro cult é aquele que muda o seu pensamento, a sua atitude, o seu comportamento, a sua vida, enfim. A minha lista tem nomes que, para alguns, são velhos conhecidos - integram as dicas para a Laura -, como O menino no espelho e O encontro marcado, ambos de Fernando Sabino, mas também tem títulos recentes como A oficina do escritor, de Nelson de Oliveira, que me mostrou novas perspectivas sobre o ato de escrever e novas formas de pensar a literatura.

Como sou uma pessoa extremamente visual - costumo transformar em imagem qualquer coisa que leio, qualquer história que ouço, certas cenas ficam entalhadas na minha mente -, há também filmes que fazem parte do meu mundinho cult, como Possessão e De caso com o acaso, Antes do amanhecer e Antes do pôr-do-sol, Closer - que serviu de inspiração para outro post - e Um beijo a mais, só para citar alguns longas mais recentes.

Música também é cult. Os discos Brotherhood (New Order), Black Celebration (Depeche Mode), Invisible Touch (Genesis) e The Joshua Tree (U2) são clássicos pessoais. Séries de TV também, como a amalucada Twin Peaks ou a histriônica Ally McBeal.

Adoraria saber o que vocês consideram cult...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Não acredito que perdi...

Tardiamente, leio a notícia:


O livro A oficina do escritor - Sobre ler, escrever e publicar, do premiado escritor Nelson de Oliveira, será lançado nesta quarta-feira, 16 de abril, na Livraria da Vila da Vila Madalena (Rua Fradique Coutinho, 915 - SP - Tel: 11- 3814-5811), a partir das 19h. A obra reúne ensaios escritos a partir da experiência do autor em oficinas de criação literária para escritores com obras em formação, as quais vêm coordenando desde 2002. "Este manual, pequena caixa de ferramentas para a mecânica poética, nasceu de minha necessidade de organizar as constantes teóricas que, entra ano, sai ano, continuam inalteradas. Ele traz a minha resposta para cada pergunta insistentemente formulada nas oficinas", avalia Oliveira.

Quem lê o blog sabe que tenho Nelson de Oliveira em altíssima conta e o quanto o admiro e respeito. Não acredito que perdi a oportunidade de, mais uma vez, prestigiar o trabalho dele. Mas, tudo bem. Vou comprar o livro, mesmo assim, e recomendo a todos que gostam de escrever que também o façam.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Pós-graduação: formação de escritores

Estão abertas as inscrições para as primeiras turmas do curso de Pós-Graduação lato sensu de Formação de Escritores, da ESDC, em São Paulo, com início no dia 7 de abril.

O curso promete: além de módulos muito interessantes, tem professores excelentes como Gabriel Perissé, Simone Paulino, Márcia Lígia Guidin, Nelson de Oliveira e Aldo Bizzocchi. Já tive aula com todos e garanto que são extremamente competentes e capazes.

Muito me alegra a iniciativa. Até agora, o único curso nesses moldes que eu conhecia é o da Unisinos, em São Leopoldo (RS) e que tem produzido literatura de muito boa qualidade. Quem sabe agora não é a vez dos paulistanos?

Para quem se interessar, amanhã à noite haverá uma apresentação do curso. Clique aqui para saber o endereço.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Oficina de criação literária

O curso acontece na Academia Internacional de Cinema e abrange técnicas, conceitos e elaboração criativa dos três principais gêneros literários: poesia, ficção (conto, romance, novela) e não-ficção (biografia, ensaio, crítica).

É composto por oficinas, seminários, palestras e consultoria de textos, além de saraus mensais e aula opcional de roteiro.

Os professores? Gente boa como Michel Laub, Rodrigo Petronio, Márcia Tiburi, Marcelo Rezende, Nelson de Oliveira, Flávia Rocha, Wagner Carelli e outros convidados.

As aulas começam na segunda-feira.

Informações pelo e-mail ou pelo telefone 3826-7883.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Presentes de Natal


Faltam cinco dias para a véspera de Natal e, seguindo (imitando) o que fizeram Otto Penzler e Alexandre Inagaki, vão aí minhas sugestões de presentes. Literários, óbvio.

Para quem gosta de novidade, alguns lançamentos bacanas podem ser uma boa idéia: o thriller Lemniscata – O enigma do Rio, de Pedro Drummond, de quem falei aqui; a poesia reunida de Moacir Amâncio em Ata; ou o bom humor e a escrita afiada de Xico Sá em Caballeros solitários rumo ao sol poente, de quem falei aqui.

Para quem quer conhecer a nova geração da literatura brasileira, os contos de Nelson de Oliveira em Ódio sustenido, recém agraciado com o Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional.

Para quem curte o livro não só pelas palavras que ele contém, mas também como objeto, a dica é O futuro do livro, que reúne depoimentos de sessenta personalidades, em uma edição linda, capa e miolo deslumbrantes.

Para quem gosta de romances policiais, o metaliterário O enigma de Paris, de Pablo de Santis, é tiro certeiro. Acho que o único livro que li em que os ajudantes de detetives ganham tanto destaque.

Para quem adora cozinhar, Julie & Julia, de Julie Powell, a americana louca que resolveu cozinhar todas as 524 receitas de um velho livro de culinária francesa, escrito pela grande Julia Child, em um ano e viveu para contar a história.

Para quem gosta de fantasia, a trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman: A bússola de ouro (acabou de virar um filme com Nicole Kidman e Daniel Craig), A luneta âmbar e A faca sutil. Não são livros só para crianças, não, a historia aborda religião e educação de forma interessantíssima.

E, por fim: A sombra do vento, de Carlos Ruiz Zafón, e A casa de papel, de Carlos Maria Domingues, de que fiz uma resenha aqui. Não tem como errar, são dois dos livros mais sensíveis que já li.

Boas compras, boas leituras, boas festas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Eventos da semana

Recapitulando:

- amanhã tem bate-papo com o incrível Nelson de Oliveira, na Livraria da Vila Fradique (já falei sobre isso aqui). Tive o privilégio de ser aluna do Nelson e garanto-lhes que nunca mais li João Cabral de Melo Neto do mesmo jeito;

- quarta-feira tem o lançamento do livro de estréia de Pedro Drummond, Lemniscata - o enigma do Rio, na Livraria da Vila Lorena (o convite está aqui). É um thriller de primeira, recomendo;

- quinta-feira tem o encerramento da temporada da Osesp, na Sala São Paulo. O programa é a Nona Sinfonia de Beethoven, e por isso mesmo os ingressos estão esgotados há mais de dois meses. Se você não garantiu o seu, tudo bem: no domingo a orquestra fará um repeteco à beira-mar, na Praia do Gonzaga. Leia mais aqui.

Bonne soirée!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Bate-papo com Nelson

ENCONTRO COM O ESCRITOR

11/12, TERÇA, das 19h30 às 21h

Com Nelson de Oliveira

Neste encontro são convidados escritores consagrados da literatura brasileira para um bate-papo com os participantes da Oficina de Escritores da Livraria da Vila e demais interessados. Na ocasião, o autor irá compartilhar suas experiências, dificuldades e o trajeto até se tornar um grande escritor.

LOCAL: Livraria da Vila Fradique


Quem puder, vá. Nelson de Oliveira é poeta talentoso e contista primoroso. Não bastasse, é inteligente, simpático e bom de papo. Vá e mande a ele minha lembranças, porque o dever clama e não poderei prestigiá-lo.