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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Não sou Momo, mas sou o senhor do tempo

Diversas vezes, durante a semana passada, pensei em passar por aqui e pedir desculpas aos frequëntadores do blog por não tê-lo atualizado diariamente, como eu estava acostumada, por falta de tempo. Mas, depois, pensei: ninguém vai acreditar nisso. Como assim, falta de tempo? Se eu conseguisse arranjar tempo para escrever um post de desculpas, melhor seria usá-lo para comentar sobre algo mais interessante.

Essa questão de tempo é uma coisa engraçada. Quantas vezes não ouvimos alguem dizer, "não faço porque não tenho tempo"? O sujeito não toma café da manhã porque sai correndo e não almoça porque tem muito trabalho. Não convida os amigos para jantar porque não tem tempo de preparar a refeição. Não vai ao cinema porque não tem tempo para ficar na fila, mas compra um carro cada vez maior e mais rápido para chegar antes nos lugares. O que esse fulano faz quando tem um tempo livre é um mistério para mim. Sim, porque até um sujeito desses tem tempo livre de vez em quando. Talvez ele arranje uma amante e se queixe a ela de que a mulher parece não ter mais tempo para ele.

Tempo, para mim, é questão de escolha. Se quero fazer um mestrado, mas trabalho das 9h às 19h e não consigo assistir às aulas, devo escolher entre o emprego e a universidade. Se não posso para de trabalhar porque tenho de pagar minhas contas, a escolha está feita e o tempo nada tem a ver com isso. Se quero fazer exercícios e o único período de que disponho é a manhã, então devo escolher entre o sono e o parque e, de novo, não se pode falar em ter tempo ou não.

Então, faltou-me inspiração? Também não, sobrou assunto. Poderia ter comentado sobre o caso Isabella Nardoni, o dossiê da Dilma, o caos no trânsito ou algum livro que li. O caso da menina, no entanto, com o tempo, será resolvido; já o caso da Dilma... acho que nem o tempo nos dirá! Problemas de tráfego existem desde tempos imemoriais e, francamente, falar sobre os livros que li talvez fosse perda de tempo para quem não é estudioso de literatura policial como eu.

E mais alguém notou como o tempo parece estar transcorrendo de forma esquista ultimamente? Estamos em abril, certo?, mas para mim parece que já faz muito mais do que quatro meses, desde que desembarquei meio macambúzia, parece que faz anos. Paradoxalmente, as semanas tem passado muito rápido: nem bem começa a segunda-feira e já estamos pensando na sexta, que chega com velocidade impressionante.

Nessas horas, lembro-me daquele monte de livro sobre gerenciamento de tempo que existe por aí. Parecem interessantes, sérios e com base científica. Acho que poderiam ser de grande ajuda para gente confusa e afobada como eu.

A verdade, porém, é que não tenho tempo para lê-los.

Boa semana!

3 comentários:

Iphigênia disse...

Nossa, quando a inteligência e a boa escrita se encontram, os orgasmos intelectuais se multiplicam para quem leia os textos onde esse conúbio místico se dá. Muito bom e muito boooom! Inclusive a mensagem subliminar!

Anônimo disse...

Oi Bia, realmente vc não dever deixar de escrever...pois até sem assunto vc está ficando boa nisso.

um abraço,

Codinome Beija-Flor disse...

Bibi,
O tempo tem voado mesmo para tantas coisas, porém, para outras ele se arrasta, não passa.
Pior de tudo é quando preenchemos todo "tempo", ocupamos todas as horas e minutos do dia, mas não ocupamos o vazio que às vezes, ficou marcado pelo "tempo".
Demora não pra escrever, porque com ou sem tempo venho aqui todos os dias.
Bjos